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sábado, 18 de setembro de 2010

O extraordinário e quase inexplicável crescimento do Atlético-PR









O Atlético-PR de Carpegiani, no Brasileirão de 2010, lembra um pouco o Avaí de Silas, do Brasileirão de 2009. Vitórias incompreensíveis e ascensão surpreendente. Hoje, o Furacão é sétimo colocado com 34 pontos. Há 1 ano, em 23 rodadas, esses eram os números do time catarinense.

Paulo Carpegiani montou seu Atlético em um 4-4-2, mas que mais parecia um 3-4-2-1, com Bruno Mineiro a frente dos dois maestros da belíssima campanha atleticana: Branquinho, autor de dois gols na noite de hoje, e Maycon Leite, seguidos de Guerrón e uma verdadeira linha segura de três homens guerreiros, Bruno Costa, Vítor e Chico. No segundo tempo, Carpegiani sacou Branquinho, Guerrón e Bruno Costa. Deixou o time ainda mais seguro, ainda que consideremos Bruno Costa muito eficaz no jogo até sua saída, defensivamente falando, com Élder Granja, que quase não atacava, e Herácles, atrás, em uma linha que começou a ter 4 atletas de pura marcação. Para compensar, era então Iván Gonzáles o responsável pelos contra-ataques, junto a Maycon Leite. Não foi preciso.

A segurança e eficiência apresentada na magistral vitória hoje sobre o Atlético-GO, há 2 semanas contra o Avaí e há 1 e meia contra o Prudente, só como referências, não mostradas diante Guarani e Palmeiras, partidas bizonhas dos rubro-negros, fazem o time sonhar até com Libertadores, o que acho improvável. Provável mesmo acho a não-volta de Paulo Baier e Alex Mineiro ao time titular, depois de tudo o conseguido sem eles.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Atlético-GO espera o adversário. E isso é perigoso













Não vi o jogo entre Atlético-MG e Atlético-GO ontem, mas hoje acompanhei meio primeiro tempo da partida pela internet. A postura inicial do Atético-GO não me surpreendeu. É pelo menos a quarta ou quinta vez que o time se fecha, espera o adversário, toma o gol, não tem qualidade para reverter o placar, perde o jogo e deixa o torcedor triste com a lanterna do Brasileiro. Em casa ou fora, é sempre assim. Com todo respeito, o Atlético precisa de uma reformulação em seu plantel.

Contra seu xará mineiro, entrou literalmente com 2 zagueiros, 2 laterais bem defensivos e 3 volantes. Dida pela direita, Chiquinho pela esquerda, Jairo e Gilson bem recuados, além de Ramalho, Pituca e Agenor como 3 volantes. Tomou o gol e até que conseguiu empatar. Bom, o ataque do Dragão tem medianos jogadores, Rodrigo Tiuí, Róbston e Marcão. Mas não passa disso. Na segunda etapa, quando o placar já apontava 3 x 1 a favor do Galo, o técnico Roberto Fernandes tentou Elias e William, meias, para o tudo ou nada. E em uma falha bizarra de Fábio Costa diminuíram com Tiuí. O que não cobre a falta de poderio ofensivo.

Não dá para subestimar a série A. Quando o Atlético piscar, sua situação vai estar quase irreversível.