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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Reforçado, Napoli pode ter de jogar a Champions em Roma









Prestes a reviver o sonho de jogar uma UEFA Champions League depois de mais de 20 anos, o Napoli praticamente fecha a conta depois de contratar razoavelmente bem nessa janela de tranferências de meio de ano. O volante suíço Gokhan Inler fez excelente temporada pela Udinese, ajudando a levá-la aos play-offs da própria Champions e aparece como a maior aposta napolitana. Além dele, vêm cercados de expectativa o meia suíço Bleim Dzemaili, do Parma, o zagueiro argentino Federico Fernández, do Estudiantes e outro beque, o italiano Miguel Brito, do Bologna.
O presidente Alfredo De Laurentiis, ex-cineasta, não economizou em reforçar sua defesa, irregular na temporada passada, e praticamente não investiu em atletas de ataque: julgou suficiente renovar contrato com o trio Cavani, Hamsik e Lavezzi, que obteve sucesso na última temporada do Calcio.

Para sonhar com pelo menos uma eventual classificação ao mata-mata da Liga, o Napoli julga extremamente importante a maciça presença da torcida em seus 3 jogos na primeira fase. O estádio San Paolo tem capacidade para 78 mil torcedores e constantemente recebe 60 mil torcedores ou bem mais. Na Champions, a média deverá ser altíssima. Mas há um problema.
De Laurentiis, no instante em que o Napoli garantiu presença na competição, ordenou reformas necessárias ao San Paolo, externa e internamente. Mas a um mês e meio do começo do certame, mostra-se insatisfeito com a demora das obras, que apesar de já terem começado, seu término não conseguirá anteceder a estreia do Napoli.
Por esse motivo, De Laurentiis afirmou que prefere que sua equipe vá disputar seus jogos no Estádio Olímpico de Roma, "acostumado" a receber pelejas internacionais. O presidente ainda crê que consiga colocar 80 mil fãs na principal arena da capital italiana, pois confia em acordo com a ferrovia estatal Roma-Nápoles.
A distância entre as duas cidades é de 227 Km e uma passagem de trem de ida e volta não é coisa tão barata assim.
Posto isso, os chios começam por parte da própria torcida.

Obs:. a Lazio, para disputar a Europa League, jogará no Artemio Franchi, em Florença, 243 Km distante da cidade de Roma. A razão disso são as dívidas de 2 milhões de euros pelo aluguel do estádio Olímpico ao Comitê Olímpico Italiano.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mais uma péssima semana italiana e o jogaço de segunda










Quando escrevi, há 2 meses, que o futebol italiano estava indo de mal a pior na atual temporada, não me referia aos times do país, que tem torcida, história e times bastantes competitivos, somente queria dizer que seus desempenhos nas competições europeias estavam sendo ruins, o que muitos entenderam mal. Pois bem, nesta semana, após Milan e Roma saírem derrotados jogando em casa na última semana, a Inter de Milão, que perdeu em casa para o Bayern de Munique, e Napoli, eliminado pelo Villarreal da Europa League, também decepcionaram.










Mas, virando a página, por falar em Napoli e Milan, segunda-feira o torcedor italiano esquecerá um pouco do marasmo proporcionado pelos times locais em competições europeias e ficará ligado no jogaço que valerá a liderança do Calcio: Milan x Napoli, no San Siro. É o duelo do líder, por enquanto, Milan, de Robinho, Ibraimovic e Cassano contra o vice-líder Napoli, de Cavani, Lavezzi(cumprirá suspensão) e Hamsik.

Com esse jogo prestes a acontecer, é hora de relembrar os jogos do Calcio entre essa duas equipes, quando brigavam na ponta da tabela, situação atual. O site do Milan colaborou com o blogueiro e aí vão 4 confrontos que se encaixam nesta situação. Em fevereiro de 1968, o Milan, com gols de Rivera e Prati venceu apertadinho os Partenopei, que contaram com gol de Barison, por 2 x 1. O Milan acabaria campeão, com 46 pontos e o Napoli vice, com 37. Em 1988, dois jogos históricos: um 4 x 1(Colombo, Virdis, Gullit e Donadoni/Careca) e um 3 x 2, este em pleno San Paolo, de virada, fizeram com que o aterrorizador Milan, com 45 pontos levasse o Calcio em cima do Napoli, de Maradona, Careca e Edmar, que terminara 3 pontos atrás.
Em 11 de fevereiro do ano seguinte, nem um 3 x 0, tentos de Mssaro, Maldini e Van Basten, outra vitória do Milan do trio holandês, evitaram que o time de Nápoles conquistasse seu scudetto. Houve outros confrontos marcantes, mas esses foram osque deram para destacar.

De qualquer maneira, jogão à vista!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Irresponsáveis cusparadas rendem gancho à De Rossi e Lavezzi









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Uma atitude anti-desportiva na partida Roma 0 x 2 Napoli, na última rodada do Calcio, gerou ao meia da Roma, Daniele De Rossi e ao atacante Ezequiel Lavezzi, do Napoli, um gancho de 3 jogos dentro da competição nacional. Tudo porque trocaram cuspes em meio a partida rolando, depois do romanista supostamente ter provocado de alguma maneira o argentino.

Para o Napoli, perder Lavezzi é algo terrível. Porém, o temperamento do atleta condiz com seu ato irresponsável, o que quer dizer que não é para se gerar um tom de surpresa sua atitude. Ao contrário da de De Rossi, que foi protagonista de um lance de puro fair-play no ano passado, ao, na partida entre Roma e Messina, pela Copa da Itália, ter feito um gol com mão e corrigido o árbitro, que havia validado-o, de que o lance contara com uma ajudinha-extra. Mas é bom lembrar que De Rossi às vezes perde a cabeça em jogos decisivos e importantes, como na fase de grupo da Copa do Mundo de 2006, quando foi corretamente expulso, depois de acertar em cheio uma cotovelada no rosto do norte-americana Brian McBridge.

Fora os dois, outros jogadores, especialmente na Europa, fizeram feio ao reproduzirem tais cusparadas. Recentemente, em novembro do ano passado, Javier Pinola, do Nuremberg, encharcou de baba o meia do Bayern de Munique, Bastian Scweinsteiger, a exemplo do marrento Cristiano Ronaldo, em 2008, sendo a vítima o volante do Derby Conty, Robbie Stevage, em partida válida pela Copa da Inglaterra, e um avante anônimo do Vitória de Guimarães, que fez de refém o meia português Helder Postiga, quando do Porto, em 2005. Obviamente, sem falar de Neto, que ao invés de cuspir no adversário fez pior: a vítima foi o árbitro.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Aplusos a Pazzini e Cavani, nomes do domingo do Calcio










O domingo do Calcio foi excecpcional para quem gosta de uma boa partida de futebol. Internazionale 3 x 2 Palermo foi um jogão. Nele, destaque para o estreante da noite: Giampaolo Pazzini.
Depois de muito brilho jogando pela Samdoria, time que aparece com a camisa na foto acima, o atacante fez a festa na segunda etapa, em San Siro, marcando dois gols e ainda sofrendo um pênalti duvidoso, após o Palermo ter aberto 2 x 0 no primeiro tempo. Pazzini mostrou e tem tudo a mostrar ainda mais que a Inter acertou ao abrir seus cofres para nele investir nesta última janela de transferência na Europa, que inclusive já se fechou.
Tal exibição mostruosoa fez os mais fanáticos e conhecedores se lembrarem do show do italiano, no primeiro jogo do novo estádio Wembley, em 2007, quando foi às redes três vezes num empate 3 x 3 contra a Inglaterra, no Europeu sub-21. Sua apresentação contra o Palermo deverá fazer também com que Leonardo repense e rache a cuca para deixá-lo entre os titulares, tendo que necessariamente preterir alguma peça dessa Inter.











Enquanto a Inter de Pazzini ainda tenta se recuperar no Calcio, afinal, tem uma desvantagem de 9 pontos em relação ao líder Milan, o uruguaio Edinson Cavani também mostra que sua excelente Copa do Mundo não foi pura sorte. Pois fato é que o avante, chamado de Matador pela imprensa italiana, vem arrebentando partida a partida com o manto do Napoli, vice-líder do certame, com incríveis 43 pontos. Fazendo parte do trio La-Ca-Ha(Lavezzi-Cavani-Hamsik), o atleta aplicou seu segundo hat-trick no Italiano. Depois de estraçalhar a Juventus, há 3 semanas, a nova vítima foi a Sampdoria, que vive mau momento. Fazendo gol atrás de gol, Cavani já atinge a marca de 17 gols, passando Antonio Di Natale, da Udinese, que tem 15 e ainda irá entrar em campo.
Se o Napoli era aquele time pragmático no início de sua campanha, que fazia gols nos últimos lances, hoje a verdade é que o time briga pelo título, ainda que a prioridade seja vaga à Champions League, e possui um elenco de dar inveja, especialmente no que se refere ao ataque.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Excepcional temporada rende ao Napoli merecidos elogios













A incontestável vitória por 3 x 0 sobre a Juventus serviu para se aumentar ainda mais os elogios ao Napoli, vice-líder do Calcio, com 36 pontos, 4 atrás do Milan. O excelente trabalho do treinador Walter Mazzari, tanto no Italiano quanto na Europa League, faz da equipe um dos grandes destaques nessa temporada europeia. Com o uruguaio Edinson Cavani, um dos grandes nomes da última Copa do Mundo, jogando em alto estilo -- fez os 3 gols na vitória sobre a Juve --, sendo o artilheiro do torneio, com 13 gols, ao lado de Di Natale, da Udinese, além do eslovaco Marek Hamsik e o argentino Lavezzi completando, também ao melhor estilo, o trio ofensivo da equipe, não tem como não prestar atenção e, no meu caso, não dedicar um post exclusivo.
Sem falar da segura retaguarda, em destaque o goleiro Morgan de Sanctis, com passagens pela seleção italiana, e os bons lateraiss que são Campagnaro e Dossena.

É muito bom ver o Napoli brigando por Champions League e pelo Scudetto, sem exagero, novamente. Muito por causa de sua torcida fanática, que lota ao máximo o estádio San Paolo, até nos momentos mais ruins de seu time, como em 2005, quando os napolitanos amargavam na Série C.

Esse Napoli é, sem sombra de dúvidas, o melhor pós-Maradona. Aquela squadra que faturou dois títulos nacionais, em 87 e 90, além da Supercopa da Itália de 1990 e a Copa da UEFA de 1998/89, tinha como time-base: Giuliano; Ferrara, Francini, Corradini e Alemão; Renica, Fusi, De Napoli; Careca, Maradona e Carnevale. Um verdadeiro timaço.

Hoje, o Napoli não tem um timaço. Mas o que possue é o bastante para ficarmos de olho, porque certamente a consequência dos bons resultados virá de forma positiva.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Futebol italiano vai de mal a pior na atual temporada












A Internazionale, atual campeã europeia e de malas prontas para o Mundial contrasta estrondosamente com a situação de momento do futebol italiano dentro de competições europeias.

A começar pelo fato de nenhuma equipe italiana ter conseguido sua classificação na Champions League em primeiro lugar. A Inter, decepcionante por enquanto na temporada, no comando de Rafa Benítez, perdeu o primeiro posto para o Tottenham. A Roma para o Bayern. E o Milan para o Real Madrid. Digamos que nas oitavas, dentro das possibilidades, o sorteio de semana que vem obrigue confontos como Real x Inter, Barcelona x Milan e Manchester United x Roma, daí a Itália correria sério risco de não ter nenhum representante nacional entre os 8 melhores da Europa. Seria vexamatório.

Só como informação, a última Champions que não teve nenhum italiano classificando-se em primeiro lugar na fase de grupos foi a da temporada 1997/98, quando Juventus e Parma passaram de fase em segundo, com a liderança, repectivamente, pertencente a Manchester e Borussia Dortmund.

Na Europa League a situação consegue ser ainda pior. A Sampdoria, que caiu nos play-offs à Champions, jogará a última rodada já eliminada, num grupo onde PSV e Metalist, antecipadamente, alcançaram as duas primeiras colocações.
Seguiram o mau exemplo da Samp, o Palermo, num grupo com CSKA Moscow e Sparta Praga, além da Juve, que alcançou a proeza de empatar 5 jogos em 5 possíveis. O time que ainda almeja algo na competição é o Napoli, mas a situação é complicada e o time depende de resultados na última rodada, algo incrível levando em conta os concorrentes: Steaua Bucuresti e Utrecht. A primeira colocação pertence ao favorito Liverpool.

O Campeonato Italiano também é motivo para preocupação, afinal, jogadores planejando greves, baixo nível de futebol de, pelo menos, sete equipes no torneio, além de dívidas e situação financeira dos clubes indo de mal a pior, não condizem com um campeonato que está entre os melhores da Europa. Talvez esse brilho e prestígio todo do Calcio esteja lentamente acabando.
O alerta está dado.
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*Quero deixar bem claro que não tenho nada contra o Cameponato Italiano, pelo contrário, adoro o Calcio. Só ressalvei que nessa temporada, até o momento em que escrevi, os times italianos vão mal. E também que o próprio campeonato local, o qual adoro, não tem tanto brilho como outros, tantas estrelas como em outros. Mas sua competitividade permite times sensações nas primeiras colocações, ao contrário do que ocorre na Espanha e na Inglaterra, onde nem sempre há espaço para times modestos nos 3, 4 primeiros lugares.

sexta-feira, 26 de março de 2010

COPA: Hamsik, o grande carrasco da Juventus






Um dos maiores atacantes da história da Eslováquia, Marek Hamsik se tornou esta temporada o grande algoz da Juventus. Ontem, mesmo após ter perdido um pênalti, se redimiu marcando de cabeça e dando uma assistência a Quagliarella, nos 3 x 1.
Detalhe, no primeiro turno a Juve ganhava em seus domínios por 2 a 0. No segundo tempo, o eslovaco, duas vezes, e o argentino Dátolo marcaram na fantástica virada.
A Juventus não quer mais ver Hamsik pela frente, jogador o qual a seleção italiana terá que aturar na Copa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Grandes Times do Mundo 30 - Napoli

Nome: Societá Sportiva Calcio Napoli (Itália)
Ano de Fundação: 1926
Estádio/Capacidade: San Paolo/60.000 torcedores
Títulos: 1 Copa da Uefa, 2 Campeonatos Italianos e 3 Copas da Uefa

O Napoli marcou época e ficou conhecido no mundo por formar uma dupla infernal no fim dos anos 80. O meia-atacante argentino Maradona e o atacante brasileiro Careca foram os responsáveis pelas maiores glórias em 83 anos do clube. Com a dupla, o Napoli conquistou 2 Campeonatos Italianos, além da sua principal e única conquista europeia: a Copa da Uefa. Na final, os italianos bateram o o Stuttgart. Foi também a única equipe a conquistar a Copa da Itália com 100% de aproveitamento(13 jogos, 13 vitórias).
No total, Maradona fez 81 gols, em 188 partidas que disputou, enquanto Careca atuou em 164 jogos e foi às redes 73 vezes.
Outros jogadores marcantes: Edmundo, Ciro Ferrara, Dino Zoff, Gianfranco Zola, Lourent Blánc, Freddy Rincón, Marek Hamšík, Cannavaro e Giordano.


Giordano, Careca e Maradona no Napoli