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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Volta do Santa Cruz às capas de jornais marca recomeço












O desaparecimento do Santa Cruz no cenário nacional é algo inegável, além de triste, pelo menos para os amantes do futebol. O sumiço se deveu às múltiplas dívidas e atrasos de salário ocorridos especialmente no período entre 2007 e 2009, como minhas fontes apontam.
Agora, porém, o esboço de um renascimento é visível. No Pernambucano, 5 vitórias em 5 jogos, alto aproveitamento que tende a se aumentar caso o Santa vença hoje á noite o Petrolina, no Estádio do Arruda. Se os 3 pontos vierem, como manda a tendência, o time igualará seu início de campanha de 1981, quando ocorreram 6 triunfos nos primeiros 6 compromissos.

Em meio a esse início de sucesso, a lembrança do último grande time do Santa Cruz, formado a partir de 2003, e, mesmo com escassas mudanças, preparado para faturar o título estadual de 2005 e o acesso à elite nacional no mesmo ano, permite-nos o associar com a proposta do atual técnico Zé Teodoro, ex-Fortaleza, que consiste na ideia de mesclar juventude com experiência em busca do sucesso. Aquele time base do começo do trabalho de Péricles Chamusca, em 2003, tinha um pouco dessa mistura: Nílson; Ricardo, Mauro, Bebeto e Cléber; Chicão, Andrade, Élivs e Otacílio; Jaílson e Roberto Santos.

Daí concluir que o Santa Cruz será o campeão pernambucano, encerrando o sonho do Sport de ser hexa, não é o melhor remédio. A lógica nos permite encontrar Náutico e o próprio Sport famintos na fase final. Porém, excitar-se dizendo que o Santa tem tudo a começar sua caminhada fora das divisões inferiores nacionais não é nada demais.
Pois o Santa Cruz é time grande!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A agonia do Santa Cruz

Em outubro de 2005, o Santa Cruz atropelava os rivais na segunda fase da série B. Um ano depois um amargo rebaixamento da Primeirona para a Segundona. Em 2007, um balde de água fria parecia ter levado o Santa, que pifiamente foi parar na C. Ano passado mais uma horrível campanha, que, com a criação da série D pela CBF, foi lá que a equipe parou.
Hoje, o Tricolor só não está de férias porque se agarrou a uma competição amadora(a Copa Pernambuco), criada para movimentar os clubes do interior e que era disputada pelos juniores dos times da capital.
Desclassificado na primeira fase da quarta divisão, o Santa viu sua temporada terminar com 29 partidas oficiais. Do time que disputou a D, sobraram 5 profissionais. O restante da equipe na Copa Pernambuco é formado por garotos das categorias de base.
A crise financeira é grave. Antes mesmo de cair fora da quarta divisão, os funcionários já acumulavam 3 meses de salários atrasados. Dinheiro certo, só oda bilheteria da Copa Pernambuco(R$ 10,00 a arquibancada). Normalmente não se cobrava ingresso nessa competição. Além de desembolsar dinheiro para assistir a partidas contra times de baixo nível, torcedores do Santa se organizaram para tentar movimentar a sede social e gerar renda.

É assim que o clube, com quase 100 anos, 24 títulos estaduais e dono de um estádio para 60.000 espectadores(Arruda), tenta sobreviver.

Santa Cruz e Cabense em torneio amador