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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Série B: quem largou na frente nos 5 primeiros jogos?

Essa Série B tinha a promessa de ser uma das mais equilibradas da história. E de fato, com 5 primeiro rodadas, é isso o que se vê: muitas equipes dividindo as primeiras posições de forma embolada. Porém, selecionei algumas equipes cujo começo foi fundamental para se dar ao luxo de brigar eventualmente pelo acesso, ainda que o elenco não seja tão eficiente assim. Separei, portanto, as surpresas, se é que dá para dizer assim, que brigarão pau a pau e não darão vida fácil aos favoritos Goiás, Sport, Vitória e Portuguesa.



Ponte Preta: A Ponte disputa sua quarta série B seguida e dessa vez não que ficar mais um ano na fila. Foi no ano passado que o torcedor realmente sonhou com a acesso, muito pelo devastador final de primeiro turno e começo de segundo. O pecado foi ter feito um desastroso final, amarelando na reta de chegada e ficando, ao término do certame, a dois pontos do rebaixamento. Nessa temporada,impressionou no Paulistão, sendo o único a não perder de nenhum time grande na primeira fase e vencendo Corinthians, São Paulo e Palmeiras, ainda que não tenha ido longe na fase final. Nos 5 primeiros jogos na série B, impressiona a força da Ponte Preta dentro de casa, deixando já tão cedo o torcedor esperançoso e mal-acostumado: são 11 gols marcados dentro do Moisés Lucarelli e apenas 1 sofrido, com destaque para o artilheiro do campeonato, Ricardo Jesus, com 5 gols e o bom volante Josimar. Basta a partir de já ter uma regularidade fora de casa, defeito do atual líder do torneio nas edições anteriores.



Paraná Clube: Depois do trauma de ter caído para a segundona no Campeonato Paranaense, o Paraná busca o acesso, que serviria para compensar tal. Mesmo com um time não tão bom no papel, fato é que já sapecou 3 no Goiás, no Serra Dourada e foi bem na segunda rodada, em exibição na Vila Capanema diante da Portuguesa, que arrecadou 1 pontinho naquela noite sem ter merecido. Como para todos os clubes, é indispensável somar 3 pontos em casa e aprontar fora, como o Paraná já conseguiu duas vezes. A vice-liderança não deve ser vista como um feito de começo de campeonato apenas, mas como um trabalho a longo prazo que pode dar certo e dar ao Paraná a oportunidade de voltar à elite cinco anos depois. Por enquanto, os destaques vêm sendo Everton Garroni e Lima.







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ABC: O ABC foi o time mais vitorioso no ano passado: venceu o Campeonato Potiguar, a Série C e a Copa Nordeste, veio com moral para 2011, conquistou mais uma vez o Estadual e na Copa do Brasil foi um dos adversários que mais deu trabalho para o Vasco, atualmente o campeão, tendo sido eliminado com uma ajudinha do ábitro na partida decisiva em São Januário, após empate no Frasqueirão. Começada a Série B, largou bem, já despachou Portuguesa e Goiás e vem de empate com o cambaleante, mas favorito Vitória, em Salvador. Tem um elenco razoável, cuja expectativa é que dê liga nas mãos do técnico Leandro Campos, que tem como peças principais Elionar Bombinha, meia-atacante destaque do São Bernardo no último Paulistão, Leandrão, atacante ex-Internacional e Vitória e o outro avante Cascata, símbolo do Sertãozinho no Campeonato Paulista de 2010. Se é cedo para dizermos que o ABC, a exemplo de todas as demais equipes, tem realmente chances do acesso inédito, já é hora de debatermos se o time terá fôlego de aguentar a reta decisivado longo certame.



Guarani: O Bugre é o único time que disputa a Série B com um título brasileiro no currículo. Mas verdade seja dita: hoje em dia, o time se comporta como pequeno, apesar de um ou outro feito relevante, contrastando com amargos rebaixamentos. Esse ano, o do centenário bugrino, o vice-campeonato paulista da Série A-2 deu o direito ao Guarani voltar à elite estadual, depois de 3 anos longe, mas essa era, sem tirar os méritos, uma obrigação. Apesar disso, é relevante ressaltar que a equipe estava a 17 jogos sem perder, até a derrota para a Portuguesa, na última terça, no Canindé. Obviamente, para fechar com chave de ouro o ano comemorativo, nada melhor do que um retorno à elite nacional, depois do vexame no ano passado. O time vem tendo boas apresentações com o talismã Fabinho e os atacantes Fernandão e Jéferson. É pouco para grande pretensões, mas nas mãos de Vílson Taddei, substituto de Argel Fucks, decepecionante no começo do ano, o torcedor pode, sim, ter esperanças.



Americana: À parte a mísera quantidade de torcedores, o balanço do primeiro semestre da história do Americana(ex-Guaratinguetá), trazido a cidade de mesmo nome, da microrregião de Campinas, pela empresa Sony Sports ainda neste ano, foi bom. Um Paulistão de altos e baixos e 8 pontos nas primeiras 5 rodadas da Série B, com atuações gradativamente convincentes. Apesar de vitórias magras no Décio Vitta, o elenco do Americana, com Dodô(aquele mesmo), Reinaldo, ex-Palmeiras, Botafogo e Guarani, Fumagalli, ex-Sport e Vasco, e Charles, que veio do Joiville no começo do ano e fez um bom Paulistão, dá algum alento a pouca torcida que aos poucos vai se acostumando com o time na região, que dá mais alegrias que o decadente, mas tradicional em termos estaduais Rio Branco. É bom prestarmos atenção nesse Americana, comandando por Toninho Cecílio, ex-cartola do Palmeiras, com o sonho de abrigar a série A pela primeira vez na história.


Criciúma: Ainda abalado com a perda do título catarinense para a Chapecoense, o Criciúma aposta suas fichas nesta Série B para salvar o ano, depois de muita festa no ano passado, quando disputou a terceira divisão e subiu com méritos a Segundona desse ano. Com 8 pontos, largou bem e a expectativa é que continue fazendo do Heriberto Hulse um caldeirão favorável para que a equipe almeje e consiga bons e necessários resultados dentro de seus domínios. O destaque declarado é o útil centroavante Scwenck, ex-Vitória, Goiás e Figueirense, além do também bom atacante Zé Carlos, que fez um excecpional Paulistão em 2009 com a camisa do Paulista de Jundiaí, o que o rendeu ida para o Cruzeiro, onde não deu muito certo, porém serviu para ter visibilidade e posteriromente chegar a Portuguesa, seu último clube antes do catarinense. Se o Criciúma é tradicionalíssimo, disso ninguém constesta, mas sua força rumo a Primeirona é de certa forma tema para debatermos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Renato Cajá brilhante no clássico do Rio, como em seus tempos de Ponte









A fantástica atuação de Renato Cajá no grande clássico entre Botafogo e Fluminense, ontem no Engenhão, com um gol, duas bolas no travessão e uma assistência o coroou com um turbilhão de elogios, inclusive de seu técnico, Joel Santana.

Sua exibição lembrou seu melhor momento da carreira, em 2008, quando foi o astro daquela Ponte Preta vice-campeã paulista, que ainda tinha Elias, Danilo Neco e Aranha. O meia-atacante, em sua rápida passagem, marcou 15 gols, alguns deles na Série B do Brasileirão, e virou ídolo.

Pelo Boafogo, foram 4 gols desde o ano passado. Seu melhor jogo até então fora na segunda rodada do Brasileiro 2010, quando entrou no segundo tempo e deu a vitória de virada aos alvinegros por 2 x 1 sobre o São Paulo, no Morumbi.
Mas depois do que protagonizou no clássico só tende a melhorar, ganhar confiança e poder ajudar o Botafogo em uma hipotética sem-final de Taça Guanabara contra Resende, Nova Iguaçu ou Boavista, em um duelo teoricamente baba, alcançado graças a sua coadjuvante competência.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mais uma coincidência pra quem gosta: no G-4 do Paulistão








Há quem se recorde, há quem não. Em 2001, o Paulistão ficou marcado pelas classificações de Corinthians, Santos, Ponte e Botafogo para a semi-finais. Coincidentemente integrantes do G-4 atual.
Pra quem não se lembra vai aí os confrontos das semi e da final daquela época, que teve o Corinthians campeão:

Semifinais - Ida:
Botafogo 2 x 1 Ponte Preta
Corinthians 1 x 1 Santos
Semifinais - Volta:
Ponte Preta 3 x 3 Botafogo
Santos 1 x 2 Corinthians(gol de Ricardinho aos 47 do segundo)

Final:
Botafogo 0 x 3 Corinthians
Corinthians 0 x 0 Botafogo

Há quem compare a Ponte Preta de hoje com a de 2008







Você se lembra daquele começo avassalador da Ponte Preta no Paulistão 2008?
Pois é, hoje, há quem assemelhe aquele início daquele time finalista do Paulistão -- que só não foi campeão por causa do Palmeiras -- com a equipe de hoje. Não por seus jogadores. Já que naquela época Renato era o cara do meio, Ricardo Conceição jogava aberto pela direita, Elias, hoje do Corinthians, cumpria o papel de repor a bola rapidamente ao ataque, bem diferente do de hoje. Mas pelo fato de ser um time brigador, que tem como característica jogar pelos cantos e morder até o fim. Além da parcial semelhança de resultados e a coincidência de ter Sérgio Guedes no comando.
Veja abaixo os começos de temporada daqueles dois times:

2008:
Ponte 4 x 2 Ituano
Paulista 1 x 2 Ponte
Ponte 3 x 2 Mirassol
Ponte 3 x 0 São Caetano
Bragantino 3 x 1 Ponte
Ponte 0 x 0 São Paulo
Ponte 5 x 2 Juventus
Pontos até a sétima rodada: 16

2010:
Ponte 1 x 1 Santo André
Santos 1 x 1 Ponte
Ponte 2 x 1 Monte Azul
Botafogo-SP 1 x 0 Ponte
Rio Branco 1 x 2 Ponte
Ponte 2 x 1 Corinthians
Ponte 2 x 1 Portuguesa
Pontos até a sétima rodada: 14
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A comparação procede, mas você acha que a Ponte chega às semifinais?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O experiente e habilidoso, mas pouco marcador, Santos








O Santos que jogou contra a Ponte, ontem na Vila, foi exatamente o mesmo que jogou contra o pouco organizado Rio Branco, domingo no Pacaembu. Não dá. Neymar, pela esquerda, Wesley, pela direita, e Ganso e André pelo meio, não são jogadores de marcação. Pará é fraco, e também não compensa na marcação. Rodrigo Mancha, no Coritiba, mais jogava como um meia(atrás de Marcelinho Paraíba) do que de volante. Ontem, jogou como segundo volante, atrás de uma pouco consistente linha de 3 -- George Lucas, Brum e Pará.

Depois que Mádson entrou -- quando ainda estava 1 a 0, o time ganhou força pela direita, menos na marcação, o que foi fatal. Depois de outra tentativa, com Giovanni, o time voltou a perder velocidade pelo meio, com a saída do jovem André e o peso do cansaço em Ganso. O time, naquele momento, só dependia de bolas alçadas e de sacadas de Neymar, individualmente. Não deu.

Um pouquinho de esforço defensivo dos jogadores foi o que faltou para o Santos ter saído vencedor no confronto.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O 2o. menor público da série B 2009

Anteontem, vimos o 2o. pior público do Campeonato Brasileiro 2009.
Ocorreu no jogo entre Ponte Preta 2 x0 Brasiliense, no Anacleto Campanella, em São Caetano(já que a Ponte perdeu o mando de campo após um torcedor tacar um tênis no último jogo no Majestoso). 138 torcedores foram acompanhar a partida. O público do jogo de terça só perde para o público de 52 pessoas, no jogo entre Duque de Caxias 0 x 0 Bragantino.

No entanto, o menor público da história do campeonato fica sendo o de apenas 49 pessoas que viram Juventude 2 x 1 Portuguesa, em 3 de dezembro de 1997, no Olímpico, em Porto Alegre.
Agora, convenhamos, jogo de série B, entre uma equipe no meio da tabela e outra quase sem chance de acesso, às 21h 50min é pura sacanagem não?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Flamengo ainda tem interesse por Gum

O lado direito do Flamengo vem sendo a grande lástima do clube, pois Léo Moura que diga-se de passagem não vem atuando bem, não tem substituto no banco. É por isso que o técnico Andrade está reforçando o pedido de que o zagueiro, que também serve como lateral, Gum, que hoje atua na Ponte Preta seja contratado. O jogador tem seus direitos federativos dividos entre o Marília e a Ponte Preta, é alto e jovem.

O vice-presidente do Flamengo, Kléber Leite reforçou também a afirmação de que por causa das condições financeiras não é possível ousar contratações arrriscadas. Ele também lembrou que a busca pelo zagueiro-lateral ainda não terminou.