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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Chato, Paraguai vitima a nova ordem do futebol da Venezuela










O Paraguai é o time mais mala da América atualmente. Jogando um péssimo futebol, sem muitos recursos ofensivos e sem meio-campo, o time paraguaio se mostra como aquele time que enrola durante a partida, que está mais interessado em arrumar briguinhas do que em jogar bola e que usa e abusa de faltas, cujos infratores parecem serem protegidos por quem apita.

Quem acha que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, está enganado.
O jogo Brasil 0 x 0 Paraguai ganhou uma repetição ontem, em Paraguai 0 x 0 Venezuela. Impressionante, o filme dos dois jogos foi o mesmo. Do mesmo jeito que a seleção brasileira foi amplamente superior aos paraguaios no tempo normal, a venezuelana também foi. Bolas na trave, gols anulados, defesas do arqueiro Justo Villar e um pouco de sorte colaboraram para que o Paraguai não tomasse gols, levasse a decisão aos pênaltis e nela saísse vitorioso.
É um finalista com 5 empates em 5 jogos, que, se jogar como vem jogando, será um prato cheio para o Uruguai, favoritíssimo a final.



Quanto a Venezuela, injustamente fora da decisão pelo que fez na semi-final, basta prosseguir seu trabalho com César Farías, disputar o terceiro lugar contra o Peru com esse mesmo estilo de jogar e se conscientizar que sua boa seleção pode refletir em sucesso no futuro. Se jogarem como vêm jogando, Nicolas Fedor, Rondón, Arango, entre outros, obviamente dentro de seus limites, podem dar alegrias maiores, quem sabe nas Eliminatórias à Copa de 2014, ao povo venezuelano.
Em um país em que o beisebol sempre foi maior que todos os demais esportes, o futebol da Venezuela, antes medícore, cresce e essa nova ordem, interrompida na Copa América, deverá ter continuidade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Venezuela une aprendizagem e garra. Mediocridade é passado









A Venezuela passa longe de ser grande, é uma equipe de batalha. A definição é do técnico César Farías, relacionando sua equipe a garra, vontade, que faz de uma partida uma guerra, no bom sentido obviamente, ao se referir aos bons resultados obtidos por ela nessa Copa América.
O 0 x 0 com o Brasil, 0 1 x 0 contra o Equador, o fantástico 3 x 3 com o Paraguai e a invencibilidade momentânea, demonstraram que a seleção venezuelana não é mais aquela de tempos atrás, uma seleção tosca, que não tirava pontos de quase ninguém e que à medida que o tempo passou se tornou a única sul-americana a nunca participar de uma Copa do Mundo. Fato.
Emerson, ex-meio-campista do Brasil, do Milan, foi preciso em entrevista ao Arena SporTV, ontem: "Em 2001, dei graças a Deus por nosso último adversário nas Eliminatórias ter sido a Venezuela. Hoje, não comemoraria tanto assim".

Não se trata de uma metamorfose do dia para a noite. A explicação para a Venezuela ter evoluído com o tempo vem da imprensa local, está ligada a mescla de experiência e juventude e ao fato de seus principais atletas atuarem na Europa, estando aprendendo muito por lá.
José Rondón, atacante, é do Málaga, Roberto Rosales, lateral, é do Twente, Nicolás Fédor, meia-atacante, é do Getafe, Yohandry Orozco, meia, é do Wolfsburg, Juan Arango, volante e capitão, é do Borussia Mönchengladbach. Enquanto isso, o experiente goleiro Renny Vega, do Caracas, é titular da seleção há 12 anos, tem 32 anos. É considerado o maestro que rege o time.

Outras decifrações a respeito do crescimento venezuelano vêm aparecendo.
Insinuam os portais on-line locais, como El Universal, El Globo, El Nacional, que esta é a e melhor equipe já formada para representar o país em uma competição oficial. Daí a monstruosa repercussão da imprensa de lá pela classificação da Vino Tinto às quartas da Copa América, onde irá enfrentar o Chile. Até Hugo Chávez vibrou. Coisa de Copa do Mundo.
A Venezuela não é mais mosca morta. E no futebol não há mais bobos.