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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1982 (partet I)

Postado por mr.LOL pai

E entramos em 1982, ano de Copa do Mundo. Ano de ilusões, esperança de sair da fila sem título, após 12 anos de espera e frustração. O técnico Telê Santana fazia questão de expor a equipe a grandes adversários em amistosos, para realmente deixar o time preparado para o torneio. E no dia 21/03/1982, enfrentamos novamente a Alemanha Ocidental, do goleiro Harald Schumacher, do ex-lateral transformado em volante pelo Real Madrid, Paul Breitner e do craque Karl-Heinz Rummenigge (na época, titular e líder do Bayern).

Clássico Mundial

Pela 3a.vez em menos de 15 meses enfrentávamos os alemães, campeões europeus. Jogamos em campo neutro (Montevidéu), jogamos na Alemanha (em Stuttgart) e em 82 jogamos no Maracanã. Para não deixar dúvidas, ganhamos as 3 partidas.

Tivemos algumas problemas na formação da equipe para esse amistoso - Cerezo, Sócrates, Reinaldo e Éder não puderam estar presentes, por contusões. O que não deixou o time mais fraco, pois havia peças de reposição de sobra. Telê escalou o meio campo do Flamengo (Vitor, Adílio e Zico) e ainda juntou talentos como Careca (artilheiro do Guarani de Campinas, na época) e Mário Sérgio (atual técnico do Inter/RS) no ataque. Mas foi da defesa que veio o gol, no segundo tempo - numa tabela ao estilo "futebol de areia", Junior (foto ao lado) recebeu de Adílio e bateu de sem-pulo para fazer um golaço, quando muitos já não acreditavam numa vitória brasileira: 1x0. Merece destaque também neste jogo a boa atuação do goleiro Valdir Perez, que fez algumas grandes defesas.

Um bom resumo desse jogo pode ser encontrado neste link.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1981 (parte III)

Logo após a classificação do time para a Copa 82, o técnico Telê Santana solicitou testes de real dificuldade para a Seleção. E a CBF não perdeu tempo, agendando partidas no meio do ano contra 3 das melhores seleções do mundo, na Europa. E mais uma vez, 3 shows do time que já se acostumava a dominar os principais adversários mundiais.


Brasil x Inglaterra (12/5/1981)

O primeiro amistoso foi em Wembley, contra a Inglaterra, de Kevin Keegan. O Brasil dominou o jogo e não deu a menor chance, controlando o jogo aéreo inglês fazendo o possível para evitar os cruzamentos para a área - razão pela qual os laterais Edevaldo e Júnior desceram pouco, reduzindo as opções ofensivas do time. Final: 1x0, gol foi feito por Zico, num passe do lateral direito Edevaldo.

Brasil x França (15/05/1981)

A visita seguinte foi à França, que naquela época não conseguia levar a melhor contra nós. Novo show e vitória por 3x1, com gols de Zico, Reinaldo e Sócrates. Didier Six descontou para os gauleses.

Brasil x Alemanha Ocidental (18/05/1981)

Para encerrar a excursão europeia, jogamos no Neckarstadion em Stuttgart contra os alemães. E novamente vencemos, de novo de virada. Toninho Cerezo (na foto ao lado) e Júnior, de falta fizeram os gols (exatamente como aconteceram os 2 primeiros gols no Mundialito do Uruguai). A Alemanha ainda teve a chance do empate nos pés do capitão Paul Breitner,em cobrança de penalty. Mas ele conseguiu perder a cobrança duas vezes: o árbitro ordenou uma nova cobrança após a defesa do nosso goleiro. Mas não adiantou, ele pegou a segunda cobrança também - o goleiro Valdir Perez garantiu ali a sua titularidade na Copa 82. Final: Brasil 2x1.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1981 (parte II)


Sem dúvida, a Seleção vivia um momento especial naquele 1981. Vários jogos memoráveis foram realizados naquele ano e por isso, vários posts vão falar dele, aqui no blog...

Eliminatórias

Logo após o Mundialito (que perdemos na final para o Uruguai), o grupo reunido por Telê Santana nem sequer foi devolvido aos clubes - naquela época todos os jogadores atuavam em clubes brasileiros - permanecendo em treinamentos para as Eliminatórias. Teríamos pela frente a Bolívia (que começava a nos incomodar, principalmente em La Paz) e a Venezuela.

Foram 4 jogos e 4 vitórias - a principal delas num show de Zico, que mandou um hat trick na vitória por 3x1 sobre a Bolívia, no Maracanã. Essa vitória garantiu a nossa presença na Copa da Espanha.

O time começou o jogo com Valdir Perez, Leandro, Oscar, Luizinho e Junior; Cerezo, Sócrates e Zico; Paulo Isidoro, Reinaldo e Éder - a formação clássica daquela época e que seria base do time na Copa 82. Um gol de penalty, um de sem pulo e outro numa magistral cobrança de falta. Os bolivianos fariam seu gol de honra através do seu principal jogador da época, Aragonés, que seria em seguida contratado pelo Palmeiras. Vale a pena conferir no vídeo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1981

A CBD, histórica organização responsável pelo futebol entre outros esportes no país, acabou extinta no fim de 1979, em prol de uma nova confederação, focada exclusivamente no futebol. Nascia a CBF em 1980, para cujo primeiro mandato foi eleito Giulite Coutinho. Ele nomeou Medrado Dias como Diretor de Seleções e imediatamente saíram em busca de um treinador que pudesse retomar o caminho de conquistas através de um jogo vistoso. E o escolhido foi Telê Santana, que dirigia o limitado mas empolgante Palmeiras da época.
Os primeiros jogos apresentaram dificuldades, mas aos poucos a equipe foi tomando forma, com jogadores talentosos em todas as posições. Na zaga, o comando seguro de Oscar, a competência de Junior no lado esquerdo, o tripé no meio formado por Cerezo, Socrates e Zico, o ataque com Reinaldo e Zé Sérgio.

O Mundialito
Para comemorar os 50 anos da primeira Copa do Mundo, a FIFA e o Uruguai organizaram o Mundialito na virada do ano de 1980 para 1981. Participariam todos os 6 campeões do mundo da época: os 3 europeus (Alemanha Ocidental, Inglaterra e Itália) e os 3 sul-americanos (Uruguai, Argentina e Brasil). A Inglaterra acabou porém renunciando à participação, cedendo a vez à vice-campeã mundial, Holanda.
As equipes foram divididas em 2 grupos. O Brasil (sem Zico e Reinaldo, contundidos e poupados para as Eliminatórias que começariam algumas semanas depois) ficou no grupo com Alemanha e Argentina. Estreamos contra os hermanos, num empate de 1 a 1 (gols de Maradona e do lateral Edevaldo). E fomos decidir a vaga para a final contra a Alemanha, no dia 8/1/1981. Foi provavelmente o grande jogo do torneio, os germânicos eram os campeões europeus (embora já eliminados do Mundialito, pelos resultados anteriores) e o Brasil começava a se entrosar para encantar o mundo. Saímos atrás no marcador, gol de Klaus Allofs, num cruzamento de Hansi Müller. Mas foi só - a partir daí, começou o show brasileiro, colocando os alemães na roda. Júnior empatou num golaço de falta. Cerezo apanhou de primeira um cruzamento da direita e virou o jogo. Num belo contra-ataque, Sócrates fez grande jogada e deu um passe milimétrico para conclusão de Serginho Chulapa, fazendo 3x1. Em seguida, novo contra-ataque com tabela entre Serginho e Zé Sérgio (parceiros no ataque do São Paulo) - o ponta esquerda driblou o goleiro e concluiu para fazer 4x1, selando a classificação para a final, contra o Uruguai. Acabamos perdendo por 1 a 0, mas o que ficou mesmo para a história foi a grande apresentação da "semi-final".
O vídeo pode ser visto neste link.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1979

Postado por mr.LOL pai

Após o fracasso na Copa 78, a CBD entrou em seu último ano de vida chefiada pelo Almirante Heleno Nunes, famoso pelos conchavos políticos que chegaram a colocar mais de 100 clubes para disputar um Campeonato Brasileiro. O técnico Cláudio Coutinho acabou ganhando mais uma chance, mais um ano para dirigir a Seleção e tentar provar o seu valor. Um dos seus poucos méritos em 79 foi a primeira convocação do "Doutor" Sócrates, que acabou fazendo um gol antológico em uma de suas primeiras partidas num amistoso no Morumbi, em goleada de 5 a 0 contra o Ajax/HOL.

O jogo

O principal jogo do ano foi disputado no dia 2/8/1979: o clássico contra a Argentina, no Maracanã, pela Copa América (que naquela época não era disputada num país-sede único).

Foi a estreia de Maradona (com apenas 18 anos e já liderando o time da Argentina) no Maracanã - ele ainda jogaria mais 3 partidas no Rio de Janeiro, dez anos depois, pela Copa América 89 (sem conseguir uma única vitória nos 4 jogos). E como de hábito naquela época, deu Brasil - por 2 a 1, gols de Zico e Tita, ambos jogadores do Flamengo. O Brasil alinhou naquela noite: Leão, Toninho, Amaral, Edinho e Júnior; Batista e Zenon (Palhinha); Nílton Batata (Tita), Zico, Sócrates e Zé Sérgio.

E o nosso time era bem melhor, embora bastante desentrosado. Poderíamos ter ganho de mais, mas foi suficiente para nos reabilitar de uma derrota inicial para a Bolívia, em La Paz. Zico fez o primeiro gol, aproveitando passe em jogada de linha de fundo de Zé Sergio. A Argentina empatou ainda no primeiro tempo em falha do zagueiro Edinho. No segundo tempo, com as entradas de Palhinha e Tita, o Brasil foi pra cima e conseguiu a vitória, com um golaço por cobertura do camisa 7 do Flamengo.

O Brasil se classificaria para a semifinal da Copa América, mas não passaria pelo Paraguai, comandado por Romerito... e assim Coutinho se despediu da Seleção Brasileira. Mas naquela noite mantivemos nossa escrita contra os "hermanos", a qual ainda perduraria por vários anos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1978

Postado por mr.LOL pai

A Copa de 78 não nos traz lembranças alegres. O país ainda vivia complicados momentos frente a uma decadente ditadura militar, chefiada por um impopular presidente Geisel e seus governadores "biônicos". Mesmo assim, nosso futebol ainda empolgava, com excelentes jogadores e condições de trazer um grande resultado... Entretanto, o amadorismo da CBD na época, a excessiva influência da imprensa esportiva carioca, atuações aquém da capacidade de alguns jogadores chave como Rivellino (do Flu-RJ), Reinaldo (do Atlético-MG) e Zico (Fla-RJ), mas principalmente as indefinições táticas na cabeça do treinador Cláudio Coutinho fizeram com que o título não chegasse. Além disso, muitos astros do futebol da época (como o holandês Cruijff ou o alemão Beckenbauer) deixaram de comparecer ao evento, sob protesto contra a ditadura argentina (que conseguia ser pior que a brasileira, em termos de repressão), esvaziando-o e o deixando com um nível técnico muito aquém da Copa anterior.

A Campanha

Coutinho deixou de fora da lista final alguns dos melhores jogadores da época, como o apoiador Falcão (do Inter-RS), por exemplo - preterido em favor dos esforçados Chicão (do São Paulo) e Batista (também do Inter-RS). Na escalação, cometeu "invencionices" como a escalação do lateral Toninho (do Fla-RJ) como ponta-direita ou a do zagueiro Edinho (do Flu-RJ) como lateral-esquerdo (e nem canhoto ele era!). De qualquer maneira, a defesa foi o ponto forte, visto que o time sofreu apenas 3 gols em 7 jogos - atuando com Leão, Nelinho, Oscar, Amaral e Edinho (R.Neto).

A primeira fase foi burocrática, com classificação garantida num jogo medíocre contra a Áustria. Na segunda fase, tivemos a chance de eliminar a Argentina, num jogo nervoso em Rosario - mas o famoso empate (0x0) deixou a Argentina com a possibilidade de golear o Peru (no jogo da vergonha) para ir à final - e foi o que ela fez. Restou-nos o anti-clímax da decisão de 3o.lugar contra a Itália (que sofreu dois gols "espíritas" da Holanda, no jogo que a eliminou da final).

A decisão do 3o.lugar
40 anos depois, o Brasil voltou a conquistar o 3o.lugar em uma Copa, num jogo que marcou a despedida de Rivellino da Seleção (onde jogou 121 partidas). Saímos perdendo da Itália, gol de Causio em cruzamento de Paolo Rossi. Mas conseguimos a virada, com gols antológicos de Nelinho e Dirceu, que foi considerado nosso melhor jogador na Copa. Mas a sensação de que poderíamos ter feito mais e a vergonhosa atuação do Peru na semifinal contra a Argentina deixaram um gosto amargo na boca dos brasileiros.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1977

Desculpamo-nos, pois na semana semana passada não houve a seção "Grandes Jogos da Seleção", por problemas internos.

Escrito por Mr.LOL pai:
Vamos lá para um novo capítulo da saga dos Grandes Jogos da Seleção que eu assisti. E o capítulo de hoje fala sobre a maior goleada que o Brasil já aplicou em jogos de Copa do Mundo - no caso, pelas Eliminatórias da Copa 78, que seria disputada na Argentina. Osvaldo Brandão iniciou a trajetória como técnico da Seleção, mas não resistiu à pressão carioca após o fraco resultado na estreia contra a Colômbia. A CBD resolveu substituí-lo pelo técnico do Flamengo, Cláudio Coutinho, que trouxe para a equipe alguns jogadores novos, que deram uma nova dinâmica à equipe.

O Brasil passou sem sustos pela 1a.fase, onde também enfrentou o Paraguai, no grupo 1. O grupo 2 teve uma surpresa enorme, com a eliminação precoce do Uruguai pela ainda desconhecida Bolívia. E no grupo 3, o Peru de Teophilo Cubillas confirmou o favoritismo, conseguindo a classificação contra o Chile.

A fase final

Somente duas seleções se classificariam para a Copa 78. A FIFA e a Conmebol elegeram Cáli (na Colômbia) como a sede para o grupo final, reunindo os 3 finalistas. O 3o. colocado ainda teria uma chance de classificação numa repescagem contra uma equipe da Europa.

O Brasil estreou nessa fase final no dia 10/07/77 vencendo o Peru por 1 a 0. Voltou a campo 4 dias depois, jogando por um simples empate contra a pobre Bolívia, para garantir matematicamente a classificação. E foi um verdadeiro massacre! 8 (OITO) a 0...

A escalação: Leão; Zé Maria, Luis Pereira, Amaral e Rodrigues Neto; Toninho Cerezzo, Rivelino e Dirceu; Gil, Roberto Dinamite (Reinaldo) e Zico (Marcelo)
Os gols: Zico (4... isso mesmo, 4 gols), Gil, Toninho Cerezzo, Roberto e Marcelo. Cheque no vídeo abaixo: não existem imagens coloridas conhecidas sobre esse jogo histórico, com placar jamais igualado pela Seleção em jogos oficiais.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Grandes Jogos da Seleção - 1976

Escrito por mr.LOL father:


Inicio aqui uma nova seção neste conceituado blog do meu garoto, reportando os jogos mais interessantes da seleção brasileira que eu pude assistir, ao vivo ou pela TV. Começo com uma emocionante goleada por 4 a 1 sobre a Itália, numa final... não, não estou falando da final da Copa de 1970 - eu era muito pequeno nessa época e pouco me recordo. Estou falando da final da Copa Bicentenário dos EUA, disputada em 31/05/1976 (comemorando os 200 anos da Independência americana). Para esse torneio foram convidados o Brasil, a Inglaterra e a Itália, para disputar contra o quase amador time americano.

O "Mestre" no banco

O nosso técnico, na época, era o mestre Osvaldo Brandão, que já havia sido campeão em praticamente todos os clubes que tinha dirigido e era apoiado pela imprensa paulista, principalmente. Mesmo assim, a base do time era do futebol carioca, que vivia grande fase, com grandes clássicos e estádios sempre lotados. No gol, Emerson Leão (do Palmeiras), considerado um dos melhores do mundo na época. Na defesa, Getúlio (do Atlético, antes de se consagrar jogando pelo SP, na virada da década), Miguel (do Fluminense, timaço da época), Amaral (do Guarani, que era um dos destaques do futebol campineiro, que realmente brilhava nos anos 70) e Marinho Chagas. No meio, craques do naipe de Rivellino (também do Flu, após uma injusta década sem título pelo Corinthians), Zico (ainda sob desconfiança dos torcedores de outros times que não o Flamengo) e Falcão (ainda jovem, mas já campeão brasileiro pelo Inter). Na frente, Gil "Búfalo" (no auge da forma, chegando a ser o artilheiro do torneio, com 4 gols) e Roberto "Dinamite" (hoje presidente do Vasco).

A Itália também não ficava atrás, com jogadores que se consagrariam nos anos e Copas seguintes, como o goleiraço Dino Zoff, o saudoso líbero Scirea e os atacantes Causio, Fabio Capello (hoje técnico da Inglaterra) e Roberto Bettega.

O Jogo

A Itália saiu na frente com gol de Capello, mas Gil empatou ainda no primeiro tempo, concluindo com oportunismo uma jogada do ponta Lula. No segundo tempo, o show: outro gol de Gil numa arrancada a la Jairzinho após lançamento de Riva (aliás, Gil substituiu Jairzinho na ponta direita do Botafogo, quando o "Furacão" se mandou pro Cruzeiro, onde foi campeão da Libertadores 76), um golaço de Zico (era difícil o Galinho não fazer golaço naquela época) e um típico míssil de Dinamite, pra selar o placar: Brasil campeão!