quinta-feira, 7 de julho de 2011

Carpegiani sai do São Paulo como o técnico que não empata









De longe, Paulo César Carpegiani não foi o técnico que mais agradou o torcedor são-paulino. Foi seu São Paulo quem quebrou a sina de freguês para o Corinthians e quem bateu o recorde de cinco vitórias nos primeiro cinco jogos do Brasileiro. Mas foi também em suas mãos que o Tricolor amargou ficar de fora da Libertadores depois de 8 anos, de ser eliminado na Copa do Brasil para o Avaí naquelas circunstâncias, quando parecia que iria ser demitido, e de ver o Corinthians lhe impôr majestosos 5 a 0.
Não aguentou três derrotas seguidas, apesar dos desfalques que a Copa América e o Mundial sub-20 lhe renderam.

Além de tudo, Carpegiani sai do São Paulo com uma sina que talvez nenhum outro técnico efetivo que passou pelo clube tenha alcançado: a dos poucos empates. Em 47 jogos, conquistou apenas 4 empates: com Vasco, Atlético-GO, Palmeiras e Oeste. Em outras palavras, nos últimos 47 jogos, o São Paulo empatou somente em 4 oportunidades, 1 no Morumbi.
O São Paulo de PC Carpegiani foi 8 ou 80, ou perdia ou empatava, ou se defendia ou se lançava.

De qualquer modo, o São Paulo vai ter de ir a um mercado sem muitas opções, o que indica que a demissão talvez não tenha sido bom negócio, além de um pouco injusta, como julgam alguns. Talvez esperar uma possível queda de Dorival Júnior no Atlético-MG ou aguardar mais um pouco para repatriar algum nome de peso fazendo carreira no exterior. Ou então, fazer coelho sair da cartola com alguma aposta.
Que acha de tudo isso?

Grêmio e Atlético-MG provam novamente do veneno do mau começo



Se o Atlético-PR, com 1 pontinho, tem a pior pontuação nas primeiras 8 rodadas do Brasileirão da era de pontos corridos, outros dois times também já campeões brasileiros começam o torneio de mal a pior, um deles com pontuação apenas superior ao ano que foi rabaixado. Trata-se de Grêmio e Atlético-MG.

A exemplo do ano passado, Galo e Tricolor começam mal o Brasileirão. Em 2010, tanto um quanto outro fizeram 9 pontos a esta altura do campeonato e ocupavam, respectivamente, a décima-terceira e décima-quinta colocações. Este ano, ambos têm míseros 8 pontos: 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas e beiram a zona da degola. O Atlético sofreu 11 gols nas últimas 3 partidas, em todas sendo goleado, e não vence desde a segunda rodada, o que já provoca olhares tortos a Dorival júnior. O Grêmio não chega a ter tanta fraqueza assim, mas o retrospecto ruim já teve como consequência a cabeça de Renato Gaúcho, rapidamente substituído por Julinho Camargo, ex-auxiliar de Paulo Roberto Falcão, no Internacional.

Se o gremista, que viu seu time fazer 10 pontos nos primeiros 8 compromissos, em 2004, ano em que foi rebaixado como lanterna, assusta-se ao vê-lo fazer sua pior campanha levando em conta tal quantidade de partidas. Enquanto isso, o atleticano percebe que estes 8 pontos só superam os 5 conquistados no ano do descenso, em 2005.

Lamentar a 30 rodadas do final do Brasileiro não é absurdo. Na verdade é ser realista, pois relembrando o ano passado, conclui-se que se o Grêmio conquistasse alguns pontos a mais no começo, poderia ter se aliado àquela fantástica reação na reta final para conseguir o título e não apenas vaga na Libertadores. Enquanto o Atlético poderia não ter passado pelos apuros que passou, referente a rebaixamaneto, se não tivesse ido mal nos primeiros oito jogos.
No Campeonato Brasileiro, você paga caro por esse tipo de pecado.

Argentina pagou outro mico? Parou na elogiável Colômbia



A explicação mais viável para 8 gols em 7 jogos na Copa América, média pífia para um torneio que atrai a muitos, é a falta de imaginação dos ataques, que causam aos defensores adversários maior facilidade para se sobressaírem.

E foi justamente essa criatividade que faltou declaradamente a anfitriã Argentina na abertura da segunda rodada da Copa América, ontem em Santa Fé. Mais uma vez Sergio Batista atirou no próprio pé, tardando a pôr em campo Sergio Aguero e não tendo vias para consertar sua defesa, mais uma vez vulnerável, com Gabriel Milito desmpenhando mal seu papel. Esforço ocorreu, mas a Argentina precisa de mais entrosamento e eficiência para dar o trabalho que todos imaginam que ainda dará. Por enquanto, ainda não venceu, decepcionou em seus dois jogos, especialmente no primeiro, e não deve ser líder, o que pode gerar grandes confrontos precoces.

Por outro lado, é mais do que justo elogiarmos a Colômbia. Se vencer a Bolívia na última rodada da primeira fase, conseguirá ser a líder do grupo, podendo ter vida mais fácil nas quartas. Realmente gostei da seleção colombiana, que começou com Falcao García isolado na frente, mas que logo teve a aproximação do bom meia Guarín e dos laterais Zuñiga e Armero. Atrás, deu conta do recado mais uma vez, pois, por 180 minutos jogados, a defesa colombiana é intransponível. Não digo que repetirá sua campanha de 10 anos atrás, quando foi campeã, mas que pode fazer um barulho inesperado, isso pode.
Indo mais além, a exemplo de Uruguai, Paraguai e Chile à Copa do Mundo de 2010, a Colômbia deve fazer um trabalho a longo prazo com o técnico Hernán Darío Gomez, que levou o Equador à Copa de 2002, para, na ausência do Brasil nas Eliminatórias, almejar uma vaguinha à Copa de 2014.
Tão cedo já devemos projetar.
Pois é tão cedo que a Colômbia vai mostrando eficácia, ao contrário da Argentina

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Champions League: notas para os 22 felizardos da Europa











A UEFA Champions League começou na semana passada e teve sua continuidade nesta, com as classificações do F91 Dudelange, de Luxemburgo, e o Valletta, de Malta, à terceira fase das preliminares da competição. No mês que vem, ocorrerá o sorteio das chaves, mas até agora apenas 22 times, dentre 32, já garantiram presença na fase de grupos. Com isso, para já ir iniciando a cobertura da competição, darei notas de 0 a 10 a essas 22 equipes a fim de detectar o quão longe podem chegar, de acordo com o critério por mim proposto na legenda abaixo:

0 a 2: time candidato a ser o sanco de pancada do torneio.
2 a 4: time para se livrar da lanterna do grupo e incomodar.
4 a 6: time para chegar às oitavas.
6 a 7: time para chegar às quartas.
7 a 8: time para chegar às semis.
8 a 10: time para chegar à tão sonhada final e eventualmente ser campeão.

Barcelona: 9,5
Real Madrid: 9,5
Valencia: 6,0
Manchester United: 8,0
Chelsea: 8,5
Manchester City: 7,0
Milan: 7,0
Internazionale: 6,5
Napoli: 5,0
Borussia Dortmund: 5,5
Bayer Leverkusen: 4,5
Lille: 4,5
Olympique de Marseille: 6,0
Ajax: 6,5
Porto: 7,0
CSKA Moscow: 6,5
Zenit: 5,0
Fenerbahce: 4,5
Olympiakos: 4,0
Shakhtar Donestk: 6,5
Basel: 2,5
Otelul Galati: 1,5

Discorda do potencial de alguma equipe?

sábado, 2 de julho de 2011

Mancadas de Mano e Batista no mês da paciência



A Argentina segue tendo técnicos cujas convocações não agradam aos torcedores ou não são viáveis para disputar torneios como a Copa América, extremamente diferente de amistosos onde se visam testar atletas. A Copa América, porém, deveria ser um recinto de testes, muito porque precede os Mundiais e com muitos times buscando novos valores. A competição, no entanto, é uma panela de pressão e serve para balançar qualquer técnico que ousar decepcionar. O técnico Sergio Batista, no entanto, não colabora mesmo. Gabriel Milito é reserva no Barcelona e não é um exímio zagueiro, Banega não está à altura do que uma seleção argentina representa e Lavezzi, em minha opinião, é bom para consumo do Napoli, onde é idolatrado, enão para aguentar a pressão que recebe e receberá nas circunstâncias atuais da pressionada Argentina, virgem de um título há 18 anos. E Sergio Aguero no banco é para se chorar tanto quanto a aparência de que a Argentina é formada por vários craques e não é ainda realmente um time, como não conseguiu ser também nos tempos de Maradona.



Quanto ao Brasil, a história é a mesma, mas ainda há o quesito renovação para se usar como desculpa. Mesmo assim, o perigo ronda sobre a seleção e Mano Menezes deve estar ciente disso. Além disso, o professor gaúcho não pode se dar ao luxo de decepcionar como decepciona em suas convocações. Fred, vaiado em seu último jogo pelo Fluminense, contra o Bahia, pode ser útil, mas poderia ter ficado de fora. André Santos não joga mais o que jogava no Coritnhians e intercala boas e más atuações no Fenerbahce, e olha que a qualidade do futebol turco não está lá essas coisas. Mano tem de deixar de lado o "amiguismo", visível nas insistentes convocações do deficiente em vários aspectos lateral-esquerdo citado e de Elias, do Atlético de Madrid, prestativos demais ao Corinthians nos tempos em que era técnico do alvinegro. Há opções mais viáveis se pararmos para pensar, e a mesma coisa serve para a seleção argentina.
Ao que também me parece, a torcida já perdeu a paciência com Robinho e as firulas das joias ofensivas, especialmente no que se refere a Neymar, sem muita objetividade em suas exibições com a amarelinha. O que mais falta é gol(só isso?), escassos na era Mano, que já completará 1 ano de seleção no final do mês. Podendo estar balançando.

Paciência é a palavra mais usada neste mês de Copa América. Começar a montar realmente um time em sua duração é o que mais vale, mas dependendo do resultado dentro do torneio, Batista e Mano terão que conviver com mais um problema: o de estar na forca.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Série B: quem largou na frente nos 5 primeiros jogos?

Essa Série B tinha a promessa de ser uma das mais equilibradas da história. E de fato, com 5 primeiro rodadas, é isso o que se vê: muitas equipes dividindo as primeiras posições de forma embolada. Porém, selecionei algumas equipes cujo começo foi fundamental para se dar ao luxo de brigar eventualmente pelo acesso, ainda que o elenco não seja tão eficiente assim. Separei, portanto, as surpresas, se é que dá para dizer assim, que brigarão pau a pau e não darão vida fácil aos favoritos Goiás, Sport, Vitória e Portuguesa.



Ponte Preta: A Ponte disputa sua quarta série B seguida e dessa vez não que ficar mais um ano na fila. Foi no ano passado que o torcedor realmente sonhou com a acesso, muito pelo devastador final de primeiro turno e começo de segundo. O pecado foi ter feito um desastroso final, amarelando na reta de chegada e ficando, ao término do certame, a dois pontos do rebaixamento. Nessa temporada,impressionou no Paulistão, sendo o único a não perder de nenhum time grande na primeira fase e vencendo Corinthians, São Paulo e Palmeiras, ainda que não tenha ido longe na fase final. Nos 5 primeiros jogos na série B, impressiona a força da Ponte Preta dentro de casa, deixando já tão cedo o torcedor esperançoso e mal-acostumado: são 11 gols marcados dentro do Moisés Lucarelli e apenas 1 sofrido, com destaque para o artilheiro do campeonato, Ricardo Jesus, com 5 gols e o bom volante Josimar. Basta a partir de já ter uma regularidade fora de casa, defeito do atual líder do torneio nas edições anteriores.



Paraná Clube: Depois do trauma de ter caído para a segundona no Campeonato Paranaense, o Paraná busca o acesso, que serviria para compensar tal. Mesmo com um time não tão bom no papel, fato é que já sapecou 3 no Goiás, no Serra Dourada e foi bem na segunda rodada, em exibição na Vila Capanema diante da Portuguesa, que arrecadou 1 pontinho naquela noite sem ter merecido. Como para todos os clubes, é indispensável somar 3 pontos em casa e aprontar fora, como o Paraná já conseguiu duas vezes. A vice-liderança não deve ser vista como um feito de começo de campeonato apenas, mas como um trabalho a longo prazo que pode dar certo e dar ao Paraná a oportunidade de voltar à elite cinco anos depois. Por enquanto, os destaques vêm sendo Everton Garroni e Lima.







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ABC: O ABC foi o time mais vitorioso no ano passado: venceu o Campeonato Potiguar, a Série C e a Copa Nordeste, veio com moral para 2011, conquistou mais uma vez o Estadual e na Copa do Brasil foi um dos adversários que mais deu trabalho para o Vasco, atualmente o campeão, tendo sido eliminado com uma ajudinha do ábitro na partida decisiva em São Januário, após empate no Frasqueirão. Começada a Série B, largou bem, já despachou Portuguesa e Goiás e vem de empate com o cambaleante, mas favorito Vitória, em Salvador. Tem um elenco razoável, cuja expectativa é que dê liga nas mãos do técnico Leandro Campos, que tem como peças principais Elionar Bombinha, meia-atacante destaque do São Bernardo no último Paulistão, Leandrão, atacante ex-Internacional e Vitória e o outro avante Cascata, símbolo do Sertãozinho no Campeonato Paulista de 2010. Se é cedo para dizermos que o ABC, a exemplo de todas as demais equipes, tem realmente chances do acesso inédito, já é hora de debatermos se o time terá fôlego de aguentar a reta decisivado longo certame.



Guarani: O Bugre é o único time que disputa a Série B com um título brasileiro no currículo. Mas verdade seja dita: hoje em dia, o time se comporta como pequeno, apesar de um ou outro feito relevante, contrastando com amargos rebaixamentos. Esse ano, o do centenário bugrino, o vice-campeonato paulista da Série A-2 deu o direito ao Guarani voltar à elite estadual, depois de 3 anos longe, mas essa era, sem tirar os méritos, uma obrigação. Apesar disso, é relevante ressaltar que a equipe estava a 17 jogos sem perder, até a derrota para a Portuguesa, na última terça, no Canindé. Obviamente, para fechar com chave de ouro o ano comemorativo, nada melhor do que um retorno à elite nacional, depois do vexame no ano passado. O time vem tendo boas apresentações com o talismã Fabinho e os atacantes Fernandão e Jéferson. É pouco para grande pretensões, mas nas mãos de Vílson Taddei, substituto de Argel Fucks, decepecionante no começo do ano, o torcedor pode, sim, ter esperanças.



Americana: À parte a mísera quantidade de torcedores, o balanço do primeiro semestre da história do Americana(ex-Guaratinguetá), trazido a cidade de mesmo nome, da microrregião de Campinas, pela empresa Sony Sports ainda neste ano, foi bom. Um Paulistão de altos e baixos e 8 pontos nas primeiras 5 rodadas da Série B, com atuações gradativamente convincentes. Apesar de vitórias magras no Décio Vitta, o elenco do Americana, com Dodô(aquele mesmo), Reinaldo, ex-Palmeiras, Botafogo e Guarani, Fumagalli, ex-Sport e Vasco, e Charles, que veio do Joiville no começo do ano e fez um bom Paulistão, dá algum alento a pouca torcida que aos poucos vai se acostumando com o time na região, que dá mais alegrias que o decadente, mas tradicional em termos estaduais Rio Branco. É bom prestarmos atenção nesse Americana, comandando por Toninho Cecílio, ex-cartola do Palmeiras, com o sonho de abrigar a série A pela primeira vez na história.


Criciúma: Ainda abalado com a perda do título catarinense para a Chapecoense, o Criciúma aposta suas fichas nesta Série B para salvar o ano, depois de muita festa no ano passado, quando disputou a terceira divisão e subiu com méritos a Segundona desse ano. Com 8 pontos, largou bem e a expectativa é que continue fazendo do Heriberto Hulse um caldeirão favorável para que a equipe almeje e consiga bons e necessários resultados dentro de seus domínios. O destaque declarado é o útil centroavante Scwenck, ex-Vitória, Goiás e Figueirense, além do também bom atacante Zé Carlos, que fez um excecpional Paulistão em 2009 com a camisa do Paulista de Jundiaí, o que o rendeu ida para o Cruzeiro, onde não deu muito certo, porém serviu para ter visibilidade e posteriromente chegar a Portuguesa, seu último clube antes do catarinense. Se o Criciúma é tradicionalíssimo, disso ninguém constesta, mas sua força rumo a Primeirona é de certa forma tema para debatermos.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Time romeno sucumbe às dívidas. É o pisca-alerta ao futebol europeu













A temporada 2010/11 na Europa já é página virada. Restam só alguns jogos de pouca importância em campeonatos irrelevantes, para todos só se focarem na próxima temporada. Hoje, no entanto, a Federação Romena de Futebol mudou algumas coisinhas em seu campeonato doméstico, que teve seu término na última semana. O vice-campeão Poli Timisoara, garantido até então na segunda fase preliminar à próxima Champions League, já não terá mais essa vaga tão sonhada, tudo graças a dívidas inaceitáveis para o padrão do futebol romeno. Além disso, há grande risco da equipe cair a segunda divisão do país, o que não deve ocorrer já que autoridades do clube já se manisfestaram a fim de recorrer na justiça a tal eventual castigo. Fato é que a própria UEFA já considera o Timisoara fora de qualquer competição europeia, na próxima jornada. Os beneficiados com isso foram o Vaslui, que rouba a vaga à fase preliminar da Champions -- o Otelul Galati, campeão, já se garantiu na fase de grupos -- e o Gaz Metan Media, que alcança a última vaga do país à Europa League.
E, além do Timisoar a, o Bistrita, décimo-quarto colocado, também foi punido por essa razão e deve integrar a próxima segundona nacional, o que mudaria a favor do time do Craiova, décimo-quinto colocado, enquanto Victoria Benesti, outro então rebaixado, fica na torcida pelo Timisoara perder tal disputa na justiça.

De qualquer modo, o ponto é que os primeiros a sentirem na pele as mudanças que a UEFA está a promover em relação ao chamado fair-play financeiro, foram os times romenos.
Para você entender melhor sobre o assunto: da temporada que vem até 2014, a entidade que comanda o futebol europeu só aceitará times na Champions e na Europa League com dívidas inferiores a 45 milhões de euros. De 2014 a 2017, o endividamento não poderá ultrapassar os 30 milhões de euros. E daí para frente, a receita dos clubes e as eventuais gastanças terão que, no máximo, equivalerem-se.
É claro que esse modelo da UEFA terá de ter influência nas federações de cada país do continete europeu, gradativamente, como fez e faz a Romênia. Punir times com dívidas elevadas tem de virar costume, pois na Europa todos sabem como as coisas funcionam.

Para se ter ideia, um levantamento feito em 2010, pela Deloitte, mostrou que os principais times do velho continete estavam assustadoramente quebrados. Hoje a situação ainda deve passar perto do que a publicação retratou. O Manchester United, sob o comando da família Glazer, devia 820 milhões de euros, liderando o ranking dos maiores devedores. Com 20 milhões de euros a menos, o Real Madrid figurava em segundo, na frente de Chelsea, Barcelona, Internazionale, Atlético de Madrid, Valencia, Milan, Arsenal e Liverpool, todos esses com saldo negativo acima de 45 milhões euros, valor máximo a se dever a partir da próxima temporada, obviamente para quem tem intenções de disputar certames internacionais. O pisca-alerta está aceso.

sábado, 28 de maio de 2011

Privilégio não é só ter visto a final da Champions. É estar vendo esse Super-Barça














É fascinante ver um futebol jogado tão muitíssimo bem como esse Barcelona faz. É de extrema honra e sorte estarmos vendo Lionel Messi abrir sua caixa de mágicas, a cada dia que passa. Azar terá quem nascer daqui a dez anos, pois não verá o argentino brilhar. Será a mesma sensação que eu tenho por não ter podido ver ao vivo lances de Pelé, Cruijff, entre outros gênios, como é Messi.
O craque à parte, é de insana alegria o que o destino reservou: Xavi e Iniesta na mesma geração. Um completa o outro e fazem o Barça ser o melhor time do mundo. Melhor da história? Só o tempo dirá, mas se esse ritmo for mantido, não será loucura apontar isso.
Felicitações também a Guardiola, um técnico que combina com o time que comanda, que entende de gestão como ninguém, como revelou o brasileiro ex-Barcelona, Sylvinho, e que também coloca seu nome na história.
Esses 4 nomes, somados aos de Pedro, Villa, Daniel Alves, Abidal, Piqué, Puyol, Busquets e até Mascherano(quem diria), fizeram o Barcelona tetra campeão europeu. Pouco para um time que simboliza a perfeição, ou quase isso. Realmente, é mais que um clube.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Possível retorno de Arshavin ao Zenit faz todo sentido











Por maior que seja o Arsenal, a pura e simples verdade é que hoje em dia o clube londrino não é mais idolatrado e querido por atletas de primeiro nível na Europa. Usar essa fórmula de buscar jovens jogadores pelo continente afora dava certo há alguns anos. Hoje, devido a soberania de Manchester United e o poder financeiro de Chelsea e Manchester City, fazem dos Gunners o time amarelão na Inglaterra.

O ponto a que quero chegar é que criticar quem tem planos de sair do Arsenal ao fim da temporada, rumando até a clubes de menor expressão e camisa, não é loucura nas atuais circunstâncias, como muitos pensam, na verdade até faz um pouco de sentido. Jogar, jogar, suar, brigar e.............perder vem sendo a tônica dominante da equipe. Portanto, além da culpa sempre cair sobre Arsene Wenger, adepto ao estilo bonito de se jogar, são os jogadores quem pagam as outras prestações do prejuízo, queimando seus filmes e perdendo de certa forma seu valor.

Pegando o russo Andreiy Arshavin, vemos um exemplo bem claro do que acabei de concluir. Campeão da Copa da UEFA em 2008, com o Zenit, o russo foi uma das principais contratações do Arsenal na janela de agosto daquele ano. Como não é um craque, até hoje mescla boas e ruins apresentações, retratando que é irregular. Somando isso a muitas vezes figurar no banco de reservas e participar dos vexames do Arsenal mostram que, dependendo do ponto de vista, não é tão interessante vestir a camisa vermelha e branca, há muitos anos respeitada com conquistas nacionais e internacionais. Na próxima temporada, Arshavin está cotado a voltar a seu país de origem e ao clube que o revelou, onde é ídolo, no mesmo Zenit, que estará na próxima fase de grupos da UEFA Champions League, coisa que o Arsenal ponde nem conseguir, pagando um mico daqueles. É a realidade.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Udinese a um passo da Champions, dando inveja a Roma e Juventus













O final de semana italiano foi de alegria para uns e de extrema tristeza para outros. E não há como não começar lamentando o rebaixamento da Sampdoria à Série B, depois de disputar a Champions League desta temporada e iniciar o Calcio com vistas às primeiras posições, pois o time sugeria isso: Cassano, Pazzini, Marilungo. Aos poucos, tais atletas partiram e, apesar do dinheiro embolsado, não houve retorno quanto a reforços, grande gerador da derrocada sampdoriana. Em segundo lugar, ressaltar que a Juventus vai conseguir não participar de N-E-N-H-U-M-A competição europeia na próxima temporada, coisa que não acontece há 21 anos, enquanto a Roma, ao ser derrotada pelo Catania melancolicamente, vai ter de se contentar com a próxima Europa League, pela qual clubes como o time romanista desprezam.

Porém, há o lado bom da moeda. Enquanto todo esse martírio toma conta destes 3 tradicionais clubes da Bota, a Udinese, ao que tudo indica, voltará a disputar a UEFA Champions League, depois de 6 anos ausente. Bastou uma difícil vitória diante do Chievo fora de casa para que a Zebrette tenha de apenas empatar com o despreocupado e campeão Milan na última rodada para não ser ultrapassada pela Lazio e, enfim, garantir o quarto lugar do certame e se preparar para os play-offs da Champions, que cujos vencedores carimbam ingressos para a fase de grupos do torneio mais idolatrado da Europa.

Com isso, ao momento vale a recordação do jogo mais importante realizado pelo time de Údine em seus domínios pela Champions. Em 7 de dezembro de 2005, a Udinese recebia no Henzo Barbera o Barcelona, campeão naquela temporada, ainda na fase de grupos, com chance de fazer história e avançar às oitavas da competição, mas pena que o Barça impôs 2 x 0(jogo cuja ficha-técnica aparece mais abaixo) e permitiu ao Werder Bremen alcançar ao mata-mata daquela ocasião.
De qualquer maneira, esta foi a última peleja da Udinese em Champions League, na qual tem tudo a voltar a jogar.

Udinese 0 x 2 Barcelona - Stadio Comunale Friuli (ITA) - 07/12/2005

Udinese: Morgan De Sanctis; Valerio Bertotto, Zenoni, Roberto Sensini eVincent Candela; Juarez, Christian, Obodo, Luís Vidigal e Sulley Muntari; Antonio Di Natale e Iaquinta.
Barcelona: Albert Jorquera; Carles Puyol, Gabri(Iniesta: gol), Oleguer e Juliano Belletti; Giovanni van Bronckhorst, Edmílson, Deco; Henrik Larsson, Ludovic Giuly e Santi Ezquerro(gol)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Manchester City responde aos investimentos e volta à Champions











Você sabe muito bem que há 3 anos o Manchester City foi comprado pelo sheik bilionário dos Emirados Árabes Unidos, Khaldoon Al Mubarak. Deve saber também que foram investidos até a úlima janela de janeiro quase 180 milhões de libras em contratações. Um absurdo, ainda mais levando em conta o estilo vitorioso do Barcelona, que produz craques em casa, mas fazer o quê? Pois só hoje todo esse investimento fez sentido e deu resultado. Após vitória por 1 x 0 sobre o Tottenham, o City voltará na próxima temporada a disputar a UEFA Champions League, a qual não sabe o que é jogar desde a temporada 1968/69, quando apenas realizou duas partidas e somou um empate e uma derrota com o Fenerbahce.

Traduzindo: os Citizens voltam à Champions depois de 43 anos, mas à Champions de verdade, dessa que estamos acostumados de ver, acompanhar, torcer e se emocionar, com 32 equipes, 8 grupos e depois só mata-mata

Está claro que com o elenco que tem, o título deveria ser o grande alvo da equipe, mas como primeiro passo os aplusos devem ser dados, ao passo que ainda há muitas deficiências a serem diagnosticadas e, então, corrigidas. Primeiramente, o Manchester City não tem peso de camisa como tem seu rival United, por exemplo, acostumado a decisões Inglaterra afora. Em segundo lugar, acredito que contratar outro técnico é indispensável. Nada contra Roberto Mancini, mas o cara às vezes não faz o óbvio, inventa quando não é para inventar e costuma formar retrancas de primeira categoria quando o resultado lhe favorece. Falta-lhe ambição e especialmente pedigree internacional. O terceiro é saber qual é realmente o time-base da equipe, pois hoje nem o próprio torcedor sabe. Variações no ataque e na defesa, até pelo monstruoso leque de opções, não fazem tão bem e mexer demais pode causar danos. Em quarto, os desentimentos internos alarmam. Mario Balotelli é rei se tratando de confusões e Tevez, o nome do time, também tem momentos em que estrapola.

A princípio, o Manchester City alcança seu objetivo. E se tiver cabeça no lugar e não acontecer algo muito além do normal, tem tudo para endurecer a vida de times como Real Madrid, Milan, Internazionale e Barcelona.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Borussia Dortmund estará na Champions. Provavelmente desmantelado











Campeão alemão incontestável na temporada, o Borussia Dortmund já se projeta para enfrentar os desafios da UEFA Champions League 2011/12, onde poderá fazer ainda mais história. Mas......

Mas o Dortmund, como consequência do magnífico título da Bundesliga, tenderá a perder atletas e a ter de montar e se reforçar com outros jogadores a nível de Champions. Segundo o técnico Jürgen Klopp, um dos fatores que farão de sua permanência viável será a manutenção de jogadores jovens, entrosados e eficientes, que fizeram a diferença, casos de Mario Gotze, Lucas Barrios, que não é tão jovem assim, Schmelzer, Kagawa e o cerebral Nuri Sahin. Este último, turco, descendente de alemães, 22 anos, é o primeiro grande alvo do Real Madrid, que, segundo alguns jornais alemães e espanhois, já acertou com os merengues. Acredito que Klopp vá continuar no comando do Borussia, mas perdas como essa podem mudar a cabeça de um técnico, ainda que com o dinheiro hipoteticamente embolsado dê para se reforçar com bons e úteis jogadores. Porém, vale a ressalva: O time foi campeão graças a união do elenco e, obivamente, a apaixonada torcida. Bacana será ver essa equipe na próxima Liga dos Campeões, mas mais bacana ainda seria ver exatamente esse time, sem desfalques e perdas nenhuma, jogando a maior competição da Europa.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Falcao García chega a marca que só Klinsmann havia chegado













Na história da Copa da UEFA/Europa League apenas um jogador fez os mesmos 15 gols em uma mesma edição que o atacante colombiano do Porto, Falcao García, fez nessa temporada: Jurgen Klinsmann, em 1996, quando defendia o Bayern de Munique.

Se o Porto avançar a final, como tenho certeza que avançará, Falcao terá pela frente mais dois jogos para se isolar como o maior artilheiro da história do torneio em uma mesma edição. Por falar no clube portista, deposito todas as minhas fichas que ganhará a atual Europa League e dará trabalho na próxima Champions League. Tudo graças a Hulk, Guarín e ao próprio Falcao. Sem dizer no bom técnico Andre Villas-Boas.

Abaixo todos os artilheiros da história da Copa da UEFA/Europa League que fizeram 10 gols ou mais:
1960/61: Pedro Manfredini - Roma - 12 gols
1961/62: Waldo - Valencia - 10 gols
1969/70: Paul Van Himst - Anderlecht - 10 gols
1970/71: Pietro Anastasi - Juventus - 10 gols
1971/72: Ludwig Brundl - Eintrach Braunschweig - 10 gols
1972/73: J. Heynckes -B. M'Gladbach/J. Jeuring - Twente- 11 gols
1974/75: Jupp Heynckes - B. M'Gladbach - 10 gols
1975/76: Ruud Geels - Ajax - 10 gols
1980/81: John Wark - Ipswich Town - 14 gols
1981/82: Torbjor Nilsson - IFK Gotteborg - 14 gols
1990/91: Rudi Voller - Roma - 10 gols
1994/95: Ulf Kirsten - Bayer Leverkusen - 10 gols
1995/96: Jurgen Klinsmann - Bayern de Munique - 15 gols
1999/00: Darko Kovacevic - Juventus - 10 gols
2002/03: Derlei Silva - Porto - 10 gols
2004/05: Alan Shearer - Newcastle United - 11 gols
2006/07: Walter Pandiani - Espanyol - 11 gols
2007/08: P. Pogrebnyak - Zenit/Luca Toni - Bayern - 10 gols
2008/09: Vágner Love - CSKA Moscow - 11 gols

Está desenhada a final da Champions. Reverenciem United e Barça


















Só 2 vezes na história um time havia imposto dois gols de diferença na casa do rival em uma perna de semi-final de UEFA Champions League. Em uma cajadada só, esta semana contou com mais duas para a lista.

A começar pelo Manchester United, é necessário redigir que o Ryan Giggs se tornou o mais velho jogador a marcar no torneio, façanha que cabia a Inzaghi. É necessário dizer também que os Devils rumam a final com a defesa menos vazada, com nenhum gol sofrido fora de casa -- os três que sofreu foram em Old Trafford. Cabe exaltar Wayne Rooney, crescendo na temporada e lembrando o velho Rooney e, obviamente, a dupla de zaga Vidic e Ferdinand. Cabe prestar atenção, contudo, nesse Manchester, que não joga um futebol bonito, encantador, mas amedronta pela eficiência, entrosamento e retrospecto.

Quanto ao Barcelona, o melhor time do mundo e a Messi, o melhor do mundo, a palavra que uso para descrevê-los é apenas uma: seensaacioonaal. O Real Madrid achou que enervar o jogo e usar da violência como arma para sugar o poder catalão seriam o caminho. Não foi. Jogar futebol, sim, era o caminho. Aperfeiçoar a dura e forte marcação como fez nos dois últimos confrontos, sim, seria o ideal. Mas Sergio Ramos, Pepe e Adebayor, os principais vilões não captaram a mensagem, e fizeram do espetáculo um horror. Da expectativa de uma partida boita, bem jogada, com o fair-play ao lado, um ambiente de luta de rua.

Na balança dos 3 confrontos até agora, 3 x 2 Barça, 2 x 1 para Guardiola, no confronto particular contra Mourinho.

O extra-campo(reclamações marengues) da partida não merece consideração. Afinal, o Barcelona está com um pé na final, para, em Wembley, fazer a decisão com o United. Que parem um tal de Lionel Messi!!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Getafe ganha novo proprietário, incha cofres e muda de nome









A proliferação de sheiks, magnatas e instituições milionárias no mundo futebol quase não vem se transformando em novidade. A vítima da vez foi o Getafe. Por cerca de 205 milhões de reais, o clube foi comprado oficialmente pelo grupo árabe Royal Emirates hoje. Desse modo, a exemplo do Málaga, que no meio do ano passado foi adquirido por um grupo de investidores do Qatar, a intenção dos novos proprietário dos Getafe é contratar nas próximas janelas em atacado atletas que reforcem o elenco para que nos próximos dois anos o time da grande Madrid consiga chegar à Champions League, e não apenas se contentar com a Europa League, por exemplo. Outro aspecto relevante da compra é que o Getafe agora terá seu nome correspodendo a Getafe Team Dubai, e não mais Getafe Club de Fútbol, o que veio a gerar uma convocação aos fanáticos pelo clube a manifestações contra mudança.


Com isso, é totalmente pertinente ressaltar que o fair-play financeiro da UEFA, impedimento de que os clubes europeus tenham gastos maiores do que as receitas que forem capazes de gerar, entra em vigor na próxima temporada, a princípio como um radar de monitoramento. A partir de 2014, clubes que não estiverem adequados a essa nova obrigação, não poderão disputar competições europeias.