quinta-feira, 21 de julho de 2011

Chato, Paraguai vitima a nova ordem do futebol da Venezuela










O Paraguai é o time mais mala da América atualmente. Jogando um péssimo futebol, sem muitos recursos ofensivos e sem meio-campo, o time paraguaio se mostra como aquele time que enrola durante a partida, que está mais interessado em arrumar briguinhas do que em jogar bola e que usa e abusa de faltas, cujos infratores parecem serem protegidos por quem apita.

Quem acha que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, está enganado.
O jogo Brasil 0 x 0 Paraguai ganhou uma repetição ontem, em Paraguai 0 x 0 Venezuela. Impressionante, o filme dos dois jogos foi o mesmo. Do mesmo jeito que a seleção brasileira foi amplamente superior aos paraguaios no tempo normal, a venezuelana também foi. Bolas na trave, gols anulados, defesas do arqueiro Justo Villar e um pouco de sorte colaboraram para que o Paraguai não tomasse gols, levasse a decisão aos pênaltis e nela saísse vitorioso.
É um finalista com 5 empates em 5 jogos, que, se jogar como vem jogando, será um prato cheio para o Uruguai, favoritíssimo a final.



Quanto a Venezuela, injustamente fora da decisão pelo que fez na semi-final, basta prosseguir seu trabalho com César Farías, disputar o terceiro lugar contra o Peru com esse mesmo estilo de jogar e se conscientizar que sua boa seleção pode refletir em sucesso no futuro. Se jogarem como vêm jogando, Nicolas Fedor, Rondón, Arango, entre outros, obviamente dentro de seus limites, podem dar alegrias maiores, quem sabe nas Eliminatórias à Copa de 2014, ao povo venezuelano.
Em um país em que o beisebol sempre foi maior que todos os demais esportes, o futebol da Venezuela, antes medícore, cresce e essa nova ordem, interrompida na Copa América, deverá ter continuidade.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Málaga, o mais novo milionário da Espanha, pode fazer barulho












Comprado em janeiro pelo bilionário empresário qatariano Abdullah bin Nasser, por R$ 82 milhões, o Málaga, mediano na Espanha, lançou-se dali em diante sem moderação às compras e, como já esboçou na reta final da última temporada, vai montando um time para incomodar no campeonato espanhol da próxima temporada, quando estreará contra o Barcelona, em La Rosaleda, na primeira rodada.

Em 2011, levando em conta as janelas de dezembro/janeiro e junho/julho/agosto, Los Boquerones já investiram em nomes de peso, atletas úteis e veteranos para tentar, nas mãos do chileno Manuel Pellegrini, ex-Real Madrid, realmente fazer barulho lutando para alcançar uma vaga à Liga Europa, ou quem sabe à própria Champions League, por quê não? No segundo turno de La Liga 2010/11, o Málaga somou 29 pontos, o que lhe permitiria, se não fosse o péssimo primeiro turno, brigar pelas primeiras posições.

Uma das principais apostas do time de Andaluzia neste inédito período milionário, Júlio Baptista balançou 9 vezes as redes no último campeonato e recebeu da imprensa espanhola o rótulo de heroi contra o descenso.
Além dele, o zagueiro argentino Demichelis, vice-campeão com o Bayern de Munique da Champions 2009/10, jogou praticamente o segundo turno inteiro, com boas atuações.

Para esta temporada, Pellegrini terá também a sua disposição Ruud van Nistelrooy, Joris Mathijsen, ambos vindos do Hamburgo, Joáquin Sánchez, do Valencia, Jeremy Toulalán, do Lyon, e Nacho Monreal, do Osasuna, como figuras principais.
Só para completar, Salomon Rondón, atacante venezuelano que é destaque na Copa América, é outra boa opção ofensiva a ser muito bem estudada, pois desde sua chegada ao clube, em 2010, já fez 15 gols.

Veja como eu escalaria o Málaga já para sua estreia no Espanhol:
Caballero; Gaméz, Demichelis, Mathijsen e Monreal; Toulalan e Camacho; Joaquín Sanchez e Júlio Baptista; van Nistelrooy e Rondón.

Uruguai não encanta e nunca encantou. Mas é o favorito











Independentemente do vencedor do confronto Paraguai x Venezuela, o Uruguai vai à final do Monumental de Nuñez, no domingo, como favorito, a meu ver.

A seleção uruguaia não teve dificuldades para vencer o Peru, ontem. Demonstrou mais uma vez que é um time que luta, tem espírito de guerra, joga pela pátria, blá, blá, blá.
Obviamente, com apenas isso não se ganha jogo. Portanto, caracterizo o Uruguai como um time eficiente, nada mais que isso. O time, por enquanto, da Copa América.
Diego Forlán e Luis Suárez, unidos, formam a medula espinhal da equipe, todos sabem. Mas como não destacar a simplicidade e a eficácia de Álvaro Pereira, que não é firuleiro, e, sim, objetivo, não inventa, não erra um passe, sendo capaz de dar lançamentos como o que deu à Suarez no lance que resultou o segundo gol da partida.
A defesa, com Lugano e Coátes, é dura, agressiva, mas também brava e incisiva. Discussão foi e voltou e a tão comentada raça uruguaia, característica que muitas vezes falta à equipes ambiciosas, vem à tona novamente.
Oscar Tabares também tem méritos, pois deu uma cara a um Uruguai que não conquista um título há 16 anos.

O Uruguai tem tudo para se tornar, pela décima-quinta vez, campeão da Copa América. Sempre preservando um estilo, o de não ser encantador.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Próximos amistosos podem ajudar, mas também atrapalhar seleção brasileira











O Brasil jogou melhor que o Paraguai, em La Plata. Mas foi um desastre total nas cobranças de pênalti, onde a condição do campo não foi a única culpada, mas, sim, o nervosismo e a falta de esperteza dos 4 trágicos cobradores.
Pois bem, a Copa América agora é passado, mas os problemas da era Mano Menezes seguem. Falta o matador, o lateral-esquerdo, bons volantes, um banco de reservas à altura e a maturidade para encarar uma decisão.

Nos próximos meses, o Brasil jogará em sequência três amistosos: contra Alemanha, Espanha e Argentina(novamente). Sim, partidas de peso como essas fazem com que o Brasil não se iluda e ainda ajudam para a formação de um time sólido e eficaz à próxima Copa do Mundo.
Mesmo assim, após uma dolorida eliminação na Copa América como essa, eventuais derrotas para as seleções alemã, espanhola e argentina(pela segunda vez) não serviriam nenhum pouco para cicatrizar a ferida criada, mas sim para abrí-la ainda mais.
Apesar de eu ser contra amistosos diante de Qatar, Tanzânia, Sri Lanka, com os quais ninguém ganha nada, a não ser dinheiro, nesse momento delicado, ainda mais levando em conta uma seleção jovem, em formação, onde o lado psicológico tem importância, talvez seria bom à seleção encarar equipes não tão fortes, mas também não tão fracas, como por exemplo Noruega, Irlanda, Suíça, Dinamarca, Coreia do Sul, Austrália, México, Nigéria, Gana, e por aí vai.

É óbvio que vitórias nesses amistosos já programados ajudariam muito ao Brasil, porém derrotas significariam passos para trás. É o perigo a que o Brasil está exposto.

Na Alemanha, arena custa um sétimo da reforma do Maracanã











Na semana passada, o excelente Mauro Cezar Pereira, da ESPN Brasil, divulgou que o custo do estádio da Juventus, Delle Alpi, em Turim, após ser demolido e devidamente reformado, chegou ao valor de R$ 386 milhões. Nada mais, nada menos que aproximadamente 1/3 do que se estima que a reforma do Maracanã custará, algo em torno de mostruosos 1 bilhão de reais, para receber partidas da Copa de 2014. É mole!

Pois bem, hoje está rolando a Liga Total Cup, um torneio amistoso que serve para a preparação de alguns clubes alemães à Bundesliga, a qual voltará a ser jogada em agosto. E o estádio que está recebendo as partidas programadas é a nova arena do modesto Mainz 05: a Coface Arena, inaugurada no começo deste ano para substituir o Stadiun am Brucweg e que tem capacidade para 34 mil fãs. Para ser construída, desde a primeira pá até a entrega final, sabe quanto foi gasto? "Apenas" 60 milhões de euros, ou se preferir, R$140 milhões. Ou seja, quase 1/7 do valor estimado para a reforminha do Maracanã. A Coface é uma arena confortável, bonita, cuja construção custou R$ 105 milhões e que para seu entorno foram gastos mais R$ 35 milhões, com gramado impecável, e ainda por cima ecológica, pois adota o sistema de energia solar, abastecendo não só sua área, mas também casas a seu redor. É um exemplo para servir de modelo.

E não vá pensando que o estádio do Mainz é a única excessão no quesito gastos exagerados na Alemanha. O Easy-Credit Stadium, do Nuremberg, passou por reformas à Copa de 2006 e o custo total não ultrapassou 56,2 milhões de euros. Quer mais um exemplo? A Volskwagen Arena, casa do Wolfsburg, no norte da Alemanha, custou em sua construção 53 milhões de euros, valor, que por sinal, é inferior ao da Coface Arena, embora sua capacidade seja também inferior, de 30 mil torcedores.

Fuçando ainda mais, os valores de construções e reformas de outros estádios na Alemanha provocam surpresa a nós, acostumados a ouvir os absurdos que deverão ser gastos em estádios para 2014 por aqui. Para se ter ideia, em Natal, está previsto que na denominada Arena das Dunas sejam gastos R$ 450 milhões. Em relação a Coface Arena, R$ 310 milhões a mais e só 10 mil lugares a mais.
E enquanto isso o Corinthians oficializa a construção do Itaquerão por R$ 820 milhões, obra que será tocada pela Odebrecht.
Estão brincando com dinheiro!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Liverpool paga o preço de seu mico e oito ingleses enchem seus cofres











Estava claro que a vinda de Andy Carrol e Luis Suárez por valores astronômicos em janeiro era uma estratégia para evitar que o Liverpool pagasse um mico sem tamanho: o de ficar de fora de uma competição europeia. Pois bem, a temporada se foi e o pesadelo virou realidade. Indignação para os torcedores, frustração para os jogadores e surpresa para os homens fortes do time.

Só que se deixou passar de quem realmente iria sofrer eram os cofres dos Reds.

A um mês e meio do pontapé inicial das competições europeias da temporada 11/12, estima-se que cada um dos 32 times presentes na fase de grupos da próxima UEFA Champions League irão embolsar um valor de 3,8 milhões de euros, acrescidos de um bônus de 500 mil euros por cada jogo disputado(só na primeira fase são 6), sendo que por cada vitória acresce-se mais 800 mil euros e por cada empate 400 mil euros. Caso o time vá avançando de fases e, como consequência, chegue ao título, é procedente que este arrecade mais de 20 milhões de euros. É grana para dar e vender.
Na Europa League, os valores que cada uma das 48 equipes da primeira fase embolsarão serão um pouco inferiores, o que não torna o torneio desprezível. O atual campeão Porto pôs em seu cofres um valor compatível ao de uma equipe que chegou às semis da Champions.

Pelo fato do dinheiro estar em jogo, o vexame do Liverpool provoca em seus adeptos um arrependimento duplicado ou talvez bem maior. Consequência disso é ter de economizar em contratações, especialmente de peso, ainda mais às vésperas da lei do fair-play financeiro entrar em vigor. Por enquanto, chegaram apenas Doni, ex-Roma, Charlie Adam, ex-Blackpool e Jordan Henderson, ex-Sunderland, a Anfield Road. É pouco para eventuais ambições.

A dor de cotovelo só aumenta porque Manchester United, Chelsea, Manchester City e Arsenal estão na Champions mergulhando em milhões e sonhando alto, especialmente no que se refere à contratações. O Arsenal já trouxe Gervinho, o United está de olho em Sneijder, o City deseja Agüero e o Chelsea, momentâneamente, é cauteloso e não se move, mas deverá se reforçar à medida que o tempo passe.

Para o Liverpool, talvez seja ainda mais terrível ver mais outros 4 clubes, desta vez com presença na Liga Europa, com chances de receber absurdos só por estar na fase de grupos: Tottenham, quinto colocado, Stoke City, o time de menos títulos da Premier League que foi vice-campeão da FA Cup, Fulham, que só disputa a competição por sua boa colocação no ranking de fair-play(veja só!) e Birmingham, campeão da Carling Cup e primeiro time na história de uma competição europeia a disputá-la paralelamente a uma segundona nacional, sim, os Blues foram rebaixados na última temporada e terão de disputar a Championship a partir de agosto.
Durma com um barulho desses.

Goleiro promissor no Chelsea e Genk com tudo na Champions. Início de um recomeço da Bélgica?










A Bélgica já significou muito mais do que significa atualmente no futebol. A quarta colocação na Copa de 1986, o vice-campeonato da Eurocopa de 1980, o terceiro lugar na Euro de 1972, craques como Enzo Scifo, Paul van Himst, Raymond Braine, Eric Gerets, Jan Ceulemans, Josef Mermans...... Tudo é passado e apenas orbita na memória do belga.


Porém, nessa semana, o futebol do país ganhou manchetes especialmente na Inglaterra, com a contratação do Chelsea pelo goleiro do Genk, atual campeão da Jupiler League, Thibaut Cortuis, por 9 milhões de euros. A grande repercussão é fruto do rótulo de Novo Petr Cech ao arqueiro de apenas 19 anos, cuja missão é dar continuidade a boa escola de goleiros do país, que já viu os inesquecíveis Jean-Marie Pfaff, Michael Preud'homme e Jean de Bie se consagrarem como gigantes.

A Bélgica ficou para trás nestes últimos anos justamente por não conseguir participações em Copas do Mundo -- não a disputa desde 2002 -- e em Eurocopas -- não a disputa desde 2000. Na atual Elimatória para a Euro-2012 é segunda colocada do grupo A, que já tem a Alemanha classificada e Turquia e Áustria brigando com os belgas pela vice-liderança, posição que permite vaga na repescagem.

Além disso, os clubes locais são meros coadjuvantes em campeonatos continentais. Na história, só o Anderlecht, com 2 Recopas e Supercopas Europeias, já sentiu o gosto de um título oficial internacional. E pior, a Bélgica não é representada na fase de grupos da UEFA Champions League desde a temporada 2006/07, quando o próprio Anderlecht ficou na lanterna do grupo H.



O Genk pode mudar esse cenário nesta temporada, melhorar a situação da Bélgica em competições da UEFA e reerguer um pouco o futebol do país. O tricampeão doméstico, que vem cedendo à seleção nacional bons atletas com frequência, como os atacantes Jelle Vossen e Marvin Ogunjimi, possui um bom elenco e nas mãos do ex-meia Franky Vercauteren, jogará tudo para passar provavelmente pelo Partizan Belgrado, na terceira preliminar da Champions, e esperar algum adversário vindo do sorteio programado para 5 de julho, válido pelo play-off final, para acabar com essa sina negativa belga e garantir presença nos grupos da próxima Champions.
Já serviria como um recomeço!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Venezuela une aprendizagem e garra. Mediocridade é passado









A Venezuela passa longe de ser grande, é uma equipe de batalha. A definição é do técnico César Farías, relacionando sua equipe a garra, vontade, que faz de uma partida uma guerra, no bom sentido obviamente, ao se referir aos bons resultados obtidos por ela nessa Copa América.
O 0 x 0 com o Brasil, 0 1 x 0 contra o Equador, o fantástico 3 x 3 com o Paraguai e a invencibilidade momentânea, demonstraram que a seleção venezuelana não é mais aquela de tempos atrás, uma seleção tosca, que não tirava pontos de quase ninguém e que à medida que o tempo passou se tornou a única sul-americana a nunca participar de uma Copa do Mundo. Fato.
Emerson, ex-meio-campista do Brasil, do Milan, foi preciso em entrevista ao Arena SporTV, ontem: "Em 2001, dei graças a Deus por nosso último adversário nas Eliminatórias ter sido a Venezuela. Hoje, não comemoraria tanto assim".

Não se trata de uma metamorfose do dia para a noite. A explicação para a Venezuela ter evoluído com o tempo vem da imprensa local, está ligada a mescla de experiência e juventude e ao fato de seus principais atletas atuarem na Europa, estando aprendendo muito por lá.
José Rondón, atacante, é do Málaga, Roberto Rosales, lateral, é do Twente, Nicolás Fédor, meia-atacante, é do Getafe, Yohandry Orozco, meia, é do Wolfsburg, Juan Arango, volante e capitão, é do Borussia Mönchengladbach. Enquanto isso, o experiente goleiro Renny Vega, do Caracas, é titular da seleção há 12 anos, tem 32 anos. É considerado o maestro que rege o time.

Outras decifrações a respeito do crescimento venezuelano vêm aparecendo.
Insinuam os portais on-line locais, como El Universal, El Globo, El Nacional, que esta é a e melhor equipe já formada para representar o país em uma competição oficial. Daí a monstruosa repercussão da imprensa de lá pela classificação da Vino Tinto às quartas da Copa América, onde irá enfrentar o Chile. Até Hugo Chávez vibrou. Coisa de Copa do Mundo.
A Venezuela não é mais mosca morta. E no futebol não há mais bobos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Preocupa o declínio da paixão do brasileiro pela seleção











O torcedor brasileiro gosta da seleção brasileira, disso ninguém duvida. Porém, está cada vez mais insustentável ter aquela vontade de outros anos em torcer e sofrer pelo Brasil, pois os escândalos que tomam conta dos noticiários do mundo inteiro envolvendo o dinossauro Ricardo Teixeira e outros membros da CBF, reinado do mal que se iniciou desde os tempos de João Havelange, fazem com que a paixão de muitos pela seleção entre em decadência, tornando-se até certo ponto nojenta.

Muitos julgam que deve haver separação entre as maracutaias de Ricardo e Teixeira e cia. e o time brasileiro. Mas não precisa ter muita ética e bom senso para concluir que isso é quase impossível.

Em meio a uma Copa América complicada e a um processo de renovação com o decepcionante(por enquanto)Mano Menezes, quem tem gosto e simpatia por futebol ou por alguma equipe, está indignado de em pleno final ou meio de semana não assistir a uma peleja de seu time do coração, justamente porque tem jogo da seleção, muitas vezes de baixo nível técnico, apesar de craques em campo.

E mais, santistas, são-paulinos, fluminenses, querem mais que o Brasil se dane e seja eliminado o mais rápido possível da competição, pela volta de ícones como Ganso, Neymar, Lucas, Elano, Fred, a seus respectivos clubes, por estarem fazendo falta no Campeonato Brasileiro. Desta vez, a culpa é da incompetente CBF que, em meio a este problema, fica intacta e manca com equipes que cedem atletas à seleção, já que não paralisa o Brasileirão com se deveria, como foi feito no ano ano passado, em razão da Copa do Mundo.












Ruim mesmo é que daqui 3 anos teremos Copa por aqui, não me perguntem como, pois é mais fácil tartarugas chegarem sozinhas a Júpiter do que os estádios a serem construídos e a passarem por super-reformas saiam do papel.

E, de fato, imagine como será ruim para a seleção brasileira contar com torcedores que mais desejam a saída de Ricardo Teixeira do poder a um título mundial.

O pior mesmo é aturar emissoras cujos funcionários torcem assíduamente no ar como se nada estivesse acontecendo, obviamente por possuir alianças nada positivas nos bastidores. E são esses mesmo funcionários, muitos deles jornalistas, que ao invés de darem informações com credibilidade, função básica para quem quer exercer essas profissão, secam e apoiam quem mais lhes interessarem de forma pífia. Um truque para fazer com que a torcida não perca a vontade de torcer, porém, que acaba por distanciar essa ideia daqueles torcedores sintonizados na verdadeira realidade do futebol brasileiro, um relaxo imbatível.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Carpegiani sai do São Paulo como o técnico que não empata









De longe, Paulo César Carpegiani não foi o técnico que mais agradou o torcedor são-paulino. Foi seu São Paulo quem quebrou a sina de freguês para o Corinthians e quem bateu o recorde de cinco vitórias nos primeiro cinco jogos do Brasileiro. Mas foi também em suas mãos que o Tricolor amargou ficar de fora da Libertadores depois de 8 anos, de ser eliminado na Copa do Brasil para o Avaí naquelas circunstâncias, quando parecia que iria ser demitido, e de ver o Corinthians lhe impôr majestosos 5 a 0.
Não aguentou três derrotas seguidas, apesar dos desfalques que a Copa América e o Mundial sub-20 lhe renderam.

Além de tudo, Carpegiani sai do São Paulo com uma sina que talvez nenhum outro técnico efetivo que passou pelo clube tenha alcançado: a dos poucos empates. Em 47 jogos, conquistou apenas 4 empates: com Vasco, Atlético-GO, Palmeiras e Oeste. Em outras palavras, nos últimos 47 jogos, o São Paulo empatou somente em 4 oportunidades, 1 no Morumbi.
O São Paulo de PC Carpegiani foi 8 ou 80, ou perdia ou empatava, ou se defendia ou se lançava.

De qualquer modo, o São Paulo vai ter de ir a um mercado sem muitas opções, o que indica que a demissão talvez não tenha sido bom negócio, além de um pouco injusta, como julgam alguns. Talvez esperar uma possível queda de Dorival Júnior no Atlético-MG ou aguardar mais um pouco para repatriar algum nome de peso fazendo carreira no exterior. Ou então, fazer coelho sair da cartola com alguma aposta.
Que acha de tudo isso?

Grêmio e Atlético-MG provam novamente do veneno do mau começo



Se o Atlético-PR, com 1 pontinho, tem a pior pontuação nas primeiras 8 rodadas do Brasileirão da era de pontos corridos, outros dois times também já campeões brasileiros começam o torneio de mal a pior, um deles com pontuação apenas superior ao ano que foi rabaixado. Trata-se de Grêmio e Atlético-MG.

A exemplo do ano passado, Galo e Tricolor começam mal o Brasileirão. Em 2010, tanto um quanto outro fizeram 9 pontos a esta altura do campeonato e ocupavam, respectivamente, a décima-terceira e décima-quinta colocações. Este ano, ambos têm míseros 8 pontos: 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas e beiram a zona da degola. O Atlético sofreu 11 gols nas últimas 3 partidas, em todas sendo goleado, e não vence desde a segunda rodada, o que já provoca olhares tortos a Dorival júnior. O Grêmio não chega a ter tanta fraqueza assim, mas o retrospecto ruim já teve como consequência a cabeça de Renato Gaúcho, rapidamente substituído por Julinho Camargo, ex-auxiliar de Paulo Roberto Falcão, no Internacional.

Se o gremista, que viu seu time fazer 10 pontos nos primeiros 8 compromissos, em 2004, ano em que foi rebaixado como lanterna, assusta-se ao vê-lo fazer sua pior campanha levando em conta tal quantidade de partidas. Enquanto isso, o atleticano percebe que estes 8 pontos só superam os 5 conquistados no ano do descenso, em 2005.

Lamentar a 30 rodadas do final do Brasileiro não é absurdo. Na verdade é ser realista, pois relembrando o ano passado, conclui-se que se o Grêmio conquistasse alguns pontos a mais no começo, poderia ter se aliado àquela fantástica reação na reta final para conseguir o título e não apenas vaga na Libertadores. Enquanto o Atlético poderia não ter passado pelos apuros que passou, referente a rebaixamaneto, se não tivesse ido mal nos primeiros oito jogos.
No Campeonato Brasileiro, você paga caro por esse tipo de pecado.

Argentina pagou outro mico? Parou na elogiável Colômbia



A explicação mais viável para 8 gols em 7 jogos na Copa América, média pífia para um torneio que atrai a muitos, é a falta de imaginação dos ataques, que causam aos defensores adversários maior facilidade para se sobressaírem.

E foi justamente essa criatividade que faltou declaradamente a anfitriã Argentina na abertura da segunda rodada da Copa América, ontem em Santa Fé. Mais uma vez Sergio Batista atirou no próprio pé, tardando a pôr em campo Sergio Aguero e não tendo vias para consertar sua defesa, mais uma vez vulnerável, com Gabriel Milito desmpenhando mal seu papel. Esforço ocorreu, mas a Argentina precisa de mais entrosamento e eficiência para dar o trabalho que todos imaginam que ainda dará. Por enquanto, ainda não venceu, decepcionou em seus dois jogos, especialmente no primeiro, e não deve ser líder, o que pode gerar grandes confrontos precoces.

Por outro lado, é mais do que justo elogiarmos a Colômbia. Se vencer a Bolívia na última rodada da primeira fase, conseguirá ser a líder do grupo, podendo ter vida mais fácil nas quartas. Realmente gostei da seleção colombiana, que começou com Falcao García isolado na frente, mas que logo teve a aproximação do bom meia Guarín e dos laterais Zuñiga e Armero. Atrás, deu conta do recado mais uma vez, pois, por 180 minutos jogados, a defesa colombiana é intransponível. Não digo que repetirá sua campanha de 10 anos atrás, quando foi campeã, mas que pode fazer um barulho inesperado, isso pode.
Indo mais além, a exemplo de Uruguai, Paraguai e Chile à Copa do Mundo de 2010, a Colômbia deve fazer um trabalho a longo prazo com o técnico Hernán Darío Gomez, que levou o Equador à Copa de 2002, para, na ausência do Brasil nas Eliminatórias, almejar uma vaguinha à Copa de 2014.
Tão cedo já devemos projetar.
Pois é tão cedo que a Colômbia vai mostrando eficácia, ao contrário da Argentina

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Champions League: notas para os 22 felizardos da Europa











A UEFA Champions League começou na semana passada e teve sua continuidade nesta, com as classificações do F91 Dudelange, de Luxemburgo, e o Valletta, de Malta, à terceira fase das preliminares da competição. No mês que vem, ocorrerá o sorteio das chaves, mas até agora apenas 22 times, dentre 32, já garantiram presença na fase de grupos. Com isso, para já ir iniciando a cobertura da competição, darei notas de 0 a 10 a essas 22 equipes a fim de detectar o quão longe podem chegar, de acordo com o critério por mim proposto na legenda abaixo:

0 a 2: time candidato a ser o sanco de pancada do torneio.
2 a 4: time para se livrar da lanterna do grupo e incomodar.
4 a 6: time para chegar às oitavas.
6 a 7: time para chegar às quartas.
7 a 8: time para chegar às semis.
8 a 10: time para chegar à tão sonhada final e eventualmente ser campeão.

Barcelona: 9,5
Real Madrid: 9,5
Valencia: 6,0
Manchester United: 8,0
Chelsea: 8,5
Manchester City: 7,0
Milan: 7,0
Internazionale: 6,5
Napoli: 5,0
Borussia Dortmund: 5,5
Bayer Leverkusen: 4,5
Lille: 4,5
Olympique de Marseille: 6,0
Ajax: 6,5
Porto: 7,0
CSKA Moscow: 6,5
Zenit: 5,0
Fenerbahce: 4,5
Olympiakos: 4,0
Shakhtar Donestk: 6,5
Basel: 2,5
Otelul Galati: 1,5

Discorda do potencial de alguma equipe?

sábado, 2 de julho de 2011

Mancadas de Mano e Batista no mês da paciência



A Argentina segue tendo técnicos cujas convocações não agradam aos torcedores ou não são viáveis para disputar torneios como a Copa América, extremamente diferente de amistosos onde se visam testar atletas. A Copa América, porém, deveria ser um recinto de testes, muito porque precede os Mundiais e com muitos times buscando novos valores. A competição, no entanto, é uma panela de pressão e serve para balançar qualquer técnico que ousar decepcionar. O técnico Sergio Batista, no entanto, não colabora mesmo. Gabriel Milito é reserva no Barcelona e não é um exímio zagueiro, Banega não está à altura do que uma seleção argentina representa e Lavezzi, em minha opinião, é bom para consumo do Napoli, onde é idolatrado, enão para aguentar a pressão que recebe e receberá nas circunstâncias atuais da pressionada Argentina, virgem de um título há 18 anos. E Sergio Aguero no banco é para se chorar tanto quanto a aparência de que a Argentina é formada por vários craques e não é ainda realmente um time, como não conseguiu ser também nos tempos de Maradona.



Quanto ao Brasil, a história é a mesma, mas ainda há o quesito renovação para se usar como desculpa. Mesmo assim, o perigo ronda sobre a seleção e Mano Menezes deve estar ciente disso. Além disso, o professor gaúcho não pode se dar ao luxo de decepcionar como decepciona em suas convocações. Fred, vaiado em seu último jogo pelo Fluminense, contra o Bahia, pode ser útil, mas poderia ter ficado de fora. André Santos não joga mais o que jogava no Coritnhians e intercala boas e más atuações no Fenerbahce, e olha que a qualidade do futebol turco não está lá essas coisas. Mano tem de deixar de lado o "amiguismo", visível nas insistentes convocações do deficiente em vários aspectos lateral-esquerdo citado e de Elias, do Atlético de Madrid, prestativos demais ao Corinthians nos tempos em que era técnico do alvinegro. Há opções mais viáveis se pararmos para pensar, e a mesma coisa serve para a seleção argentina.
Ao que também me parece, a torcida já perdeu a paciência com Robinho e as firulas das joias ofensivas, especialmente no que se refere a Neymar, sem muita objetividade em suas exibições com a amarelinha. O que mais falta é gol(só isso?), escassos na era Mano, que já completará 1 ano de seleção no final do mês. Podendo estar balançando.

Paciência é a palavra mais usada neste mês de Copa América. Começar a montar realmente um time em sua duração é o que mais vale, mas dependendo do resultado dentro do torneio, Batista e Mano terão que conviver com mais um problema: o de estar na forca.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Série B: quem largou na frente nos 5 primeiros jogos?

Essa Série B tinha a promessa de ser uma das mais equilibradas da história. E de fato, com 5 primeiro rodadas, é isso o que se vê: muitas equipes dividindo as primeiras posições de forma embolada. Porém, selecionei algumas equipes cujo começo foi fundamental para se dar ao luxo de brigar eventualmente pelo acesso, ainda que o elenco não seja tão eficiente assim. Separei, portanto, as surpresas, se é que dá para dizer assim, que brigarão pau a pau e não darão vida fácil aos favoritos Goiás, Sport, Vitória e Portuguesa.



Ponte Preta: A Ponte disputa sua quarta série B seguida e dessa vez não que ficar mais um ano na fila. Foi no ano passado que o torcedor realmente sonhou com a acesso, muito pelo devastador final de primeiro turno e começo de segundo. O pecado foi ter feito um desastroso final, amarelando na reta de chegada e ficando, ao término do certame, a dois pontos do rebaixamento. Nessa temporada,impressionou no Paulistão, sendo o único a não perder de nenhum time grande na primeira fase e vencendo Corinthians, São Paulo e Palmeiras, ainda que não tenha ido longe na fase final. Nos 5 primeiros jogos na série B, impressiona a força da Ponte Preta dentro de casa, deixando já tão cedo o torcedor esperançoso e mal-acostumado: são 11 gols marcados dentro do Moisés Lucarelli e apenas 1 sofrido, com destaque para o artilheiro do campeonato, Ricardo Jesus, com 5 gols e o bom volante Josimar. Basta a partir de já ter uma regularidade fora de casa, defeito do atual líder do torneio nas edições anteriores.



Paraná Clube: Depois do trauma de ter caído para a segundona no Campeonato Paranaense, o Paraná busca o acesso, que serviria para compensar tal. Mesmo com um time não tão bom no papel, fato é que já sapecou 3 no Goiás, no Serra Dourada e foi bem na segunda rodada, em exibição na Vila Capanema diante da Portuguesa, que arrecadou 1 pontinho naquela noite sem ter merecido. Como para todos os clubes, é indispensável somar 3 pontos em casa e aprontar fora, como o Paraná já conseguiu duas vezes. A vice-liderança não deve ser vista como um feito de começo de campeonato apenas, mas como um trabalho a longo prazo que pode dar certo e dar ao Paraná a oportunidade de voltar à elite cinco anos depois. Por enquanto, os destaques vêm sendo Everton Garroni e Lima.







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ABC: O ABC foi o time mais vitorioso no ano passado: venceu o Campeonato Potiguar, a Série C e a Copa Nordeste, veio com moral para 2011, conquistou mais uma vez o Estadual e na Copa do Brasil foi um dos adversários que mais deu trabalho para o Vasco, atualmente o campeão, tendo sido eliminado com uma ajudinha do ábitro na partida decisiva em São Januário, após empate no Frasqueirão. Começada a Série B, largou bem, já despachou Portuguesa e Goiás e vem de empate com o cambaleante, mas favorito Vitória, em Salvador. Tem um elenco razoável, cuja expectativa é que dê liga nas mãos do técnico Leandro Campos, que tem como peças principais Elionar Bombinha, meia-atacante destaque do São Bernardo no último Paulistão, Leandrão, atacante ex-Internacional e Vitória e o outro avante Cascata, símbolo do Sertãozinho no Campeonato Paulista de 2010. Se é cedo para dizermos que o ABC, a exemplo de todas as demais equipes, tem realmente chances do acesso inédito, já é hora de debatermos se o time terá fôlego de aguentar a reta decisivado longo certame.



Guarani: O Bugre é o único time que disputa a Série B com um título brasileiro no currículo. Mas verdade seja dita: hoje em dia, o time se comporta como pequeno, apesar de um ou outro feito relevante, contrastando com amargos rebaixamentos. Esse ano, o do centenário bugrino, o vice-campeonato paulista da Série A-2 deu o direito ao Guarani voltar à elite estadual, depois de 3 anos longe, mas essa era, sem tirar os méritos, uma obrigação. Apesar disso, é relevante ressaltar que a equipe estava a 17 jogos sem perder, até a derrota para a Portuguesa, na última terça, no Canindé. Obviamente, para fechar com chave de ouro o ano comemorativo, nada melhor do que um retorno à elite nacional, depois do vexame no ano passado. O time vem tendo boas apresentações com o talismã Fabinho e os atacantes Fernandão e Jéferson. É pouco para grande pretensões, mas nas mãos de Vílson Taddei, substituto de Argel Fucks, decepecionante no começo do ano, o torcedor pode, sim, ter esperanças.



Americana: À parte a mísera quantidade de torcedores, o balanço do primeiro semestre da história do Americana(ex-Guaratinguetá), trazido a cidade de mesmo nome, da microrregião de Campinas, pela empresa Sony Sports ainda neste ano, foi bom. Um Paulistão de altos e baixos e 8 pontos nas primeiras 5 rodadas da Série B, com atuações gradativamente convincentes. Apesar de vitórias magras no Décio Vitta, o elenco do Americana, com Dodô(aquele mesmo), Reinaldo, ex-Palmeiras, Botafogo e Guarani, Fumagalli, ex-Sport e Vasco, e Charles, que veio do Joiville no começo do ano e fez um bom Paulistão, dá algum alento a pouca torcida que aos poucos vai se acostumando com o time na região, que dá mais alegrias que o decadente, mas tradicional em termos estaduais Rio Branco. É bom prestarmos atenção nesse Americana, comandando por Toninho Cecílio, ex-cartola do Palmeiras, com o sonho de abrigar a série A pela primeira vez na história.


Criciúma: Ainda abalado com a perda do título catarinense para a Chapecoense, o Criciúma aposta suas fichas nesta Série B para salvar o ano, depois de muita festa no ano passado, quando disputou a terceira divisão e subiu com méritos a Segundona desse ano. Com 8 pontos, largou bem e a expectativa é que continue fazendo do Heriberto Hulse um caldeirão favorável para que a equipe almeje e consiga bons e necessários resultados dentro de seus domínios. O destaque declarado é o útil centroavante Scwenck, ex-Vitória, Goiás e Figueirense, além do também bom atacante Zé Carlos, que fez um excecpional Paulistão em 2009 com a camisa do Paulista de Jundiaí, o que o rendeu ida para o Cruzeiro, onde não deu muito certo, porém serviu para ter visibilidade e posteriromente chegar a Portuguesa, seu último clube antes do catarinense. Se o Criciúma é tradicionalíssimo, disso ninguém constesta, mas sua força rumo a Primeirona é de certa forma tema para debatermos.